Paraíba registra alta de 40% nos transplantes de órgãos no primeiro semestre de 2026
A Paraíba registrou um avanço expressivo na área de transplantes de órgãos no primeiro semestre de 2026. Dados da Central Estadual de Transplantes apontam aumento de 37,5% nas doações de múltiplos órgãos e crescimento de 40,3% no número de transplantes realizados em relação ao mesmo período do ano passado.
Entre janeiro e junho deste ano, foram contabilizadas 22 doações de múltiplos órgãos, contra 16 registradas nos seis primeiros meses de 2025. Os principais hospitais responsáveis pelas doações foram o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, com 10 doações, e o Hospital de Emergência e Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, em Campina Grande, que registrou quatro.
No mesmo período, foram realizados 87 transplantes no estado. Desse total, 66 foram de córneas, 13 de fígado, dois de coração e seis de medula óssea. Em comparação, no primeiro semestre de 2025 haviam sido realizados 62 procedimentos.
Segundo a diretora da Central Estadual de Transplantes da Paraíba, Rafaela Carvalho, o crescimento dos indicadores é resultado do fortalecimento da rede estadual de doação de órgãos e do trabalho integrado entre as equipes hospitalares.
“Os números demonstram o compromisso da equipe da Central e das equipes hospitalares envolvidas em todo o processo de identificação de potenciais doadores, acolhimento às famílias, captação e transplantes. Cada doação representa a possibilidade de transformar e salvar vidas, além de reforçar a importância da conscientização da população sobre o tema”, afirmou.
Apesar do avanço, a fila de espera ainda reúne 847 pacientes na Paraíba. A maior demanda é por transplantes de córneas, com 657 pessoas aguardando o procedimento. Outros 157 pacientes esperam por um rim, 28 por um fígado e cinco por um coração.
A Central Estadual de Transplantes reforça que a doação de órgãos depende, na maioria dos casos, da autorização da família. Por isso, comunicar aos familiares o desejo de ser doador continua sendo um dos principais passos para ampliar o número de transplantes e salvar mais vidas no estado.

