Panorama da saúde na Paraíba: hospitais registram mais de 3,3 mil atendimentos no feriado de Tiradentes
O sistema público de saúde da Paraíba operou sob forte demanda durante o feriado prolongado de Tiradentes, com destaque para os atendimentos de urgência e emergência realizados nas principais unidades hospitalares do estado. Somando os dados dos hospitais de Campina Grande, João Pessoa e Pombal, foram registrados mais de 3,3 mil atendimentos em poucos dias, evidenciando a pressão sobre a rede e o perfil recorrente das ocorrências.
No Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, foram contabilizados 1.188 atendimentos entre o sábado (18) e a terça-feira (21), com a realização de 117 cirurgias. A maior movimentação ocorreu na segunda-feira (20), com 347 entradas. Os dados mostram predominância de pacientes do sexo masculino (714 casos), além de um número expressivo de ocorrências relacionadas a acidentes de moto (133) e quedas (253), reforçando o padrão de traumas recorrentes.
Já o Hospital de Trauma de João Pessoa registrou 1.186 atendimentos no mesmo período, com 107 procedimentos cirúrgicos, sendo 38 de emergência. Do total, 324 casos foram classificados como graves ou gravíssimos. As quedas lideraram os atendimentos (222), seguidas por acidentes de moto (154) e ocorrências com corpo estranho (131). Também foram registrados casos relevantes de violência e acidentes de trânsito, além de atendimentos clínicos como Acidente Vascular Cerebral (AVC), que somaram dezenas de ocorrências.
No interior do estado, o Hospital Regional de Pombal também apresentou alta demanda, com 1.022 atendimentos durante o feriadão. A unidade realizou 52 cirurgias, além de centenas de atendimentos de urgência e ambulatoriais. O hospital ainda executou quase 1.900 exames laboratoriais e manteve 55 pacientes internados após o período.
Perfil das ocorrências preocupa
O panorama geral aponta para um padrão já conhecido pelas autoridades de saúde: a predominância de acidentes de trânsito — especialmente envolvendo motocicletas — e quedas como principais causas de entrada nas emergências. Além disso, casos de violência urbana, como agressões físicas e ferimentos por arma de fogo ou arma branca, também aparecem, embora em menor volume.
Outro ponto de atenção é a incidência de doenças clínicas graves, como o AVC, que continua sendo uma das principais causas de atendimento emergencial, exigindo estrutura especializada e resposta rápida das unidades hospitalares.
Pressão sobre a rede e importância da prevenção
Os números reforçam a importância de políticas públicas voltadas à prevenção de acidentes, especialmente no trânsito, além de campanhas educativas e fiscalização mais rigorosa. Também evidenciam a necessidade de manutenção e ampliação da capacidade da rede hospitalar, que segue como referência para milhões de paraibanos.
As unidades de Trauma de Campina Grande e João Pessoa, por exemplo, atendem casos de alta complexidade de praticamente todas as regiões do estado, enquanto hospitais regionais, como o de Pombal, desempenham papel essencial na descentralização do atendimento.
O balanço do feriado demonstra que, mesmo com estrutura robusta, o sistema de saúde enfrenta desafios constantes diante da alta demanda, especialmente em períodos prolongados de folga, quando aumentam os riscos de acidentes e ocorrências emergenciais.
