A Marina, nossa solidariedade
Sites nacionais de notícias postaram matéria sobre a horrenda tentativa de agressão contra Marina Silva (Rede-SP), candidata ao Senado. O UOL fez uma observação interessante: o vídeo, que viralizou na internet, “mostra como a violência que circula nas redes pode migrar para o mundo real”, avaliou a colunista Daniela Lima no UOL News.
Em todo o país, inclusive na Paraíba, a violência contra mulheres, inclusive a violência política de gênero, é uma realidade que precisa ser combatida com rigor. Não é possível que a truculência com que Marina foi tratada permaneça sem qualquer punição.
Marina Silva (Rede-SP), ex-ministra do Meio Ambiente e candidata ao Senado, foi agredida por um homem durante uma caminhada de mulheres para marcar o início da campanha de Fernando Haddad (PT-SP) ao Governo de São Paulo na última segunda-feira, 17. O episódio de violência política de gênero se deu logo no início do percurso, entre a Praça da República e o Theatro Municipal, no centro da capital paulista.
Segundo notícia postada no site do Partido dos Trabalhadores, devido a uma lesão na coluna sofrida há cerca de seis meses, Marina precisou se afastar do centro da aglomeração para caminhar mais calmamente pela calçada. Foi nesse momento que o homem se aproximou, agarrou a candidata pelo ombro, encostou em sua barriga e a hostilizou perguntando se ela queria “voltar para a cena do crime”.
Militantes e assessores cercaram o agressor para que ele se retirasse e Marina se abrigou em um comércio local. Ela não teve ferimentos.
ONDA DE SOLIDARIEDADE
O ataque a Marina Silva provocou reações imediatas de solidariedade entre dirigentes partidários, ministros e parlamentares, que reforçaram que a misoginia não pode ser usada como instrumento para afastar mulheres da vida pública. É, não pode, não deve, mas continua sendo uma prática deplorável e covarde, ainda mais com uma mulher de certa idade e com sérios problemas na coluna. Vai ficar por isso mesmo?
Marina, do alto de sua sabedoria e docilidade, afirmou: “Uma pessoa, de forma muito agressiva, colocou-se na minha frente. Mas ele não sabia que, diante do amor, o ódio recua. Eu não dou um passo atrás. Diante da verdade e da justiça, a gente não recua”, declarou.
Basta de normalizar como “coisas de campanha” atitudes violentas como essa!
Gisa Veiga

