MPF dá 3 dias para governo explicar proteção a macaco ameaçado em obra da Ponte do Futuro
O Ministério Público Federal (MPF) deu prazo de três dias para que o Governo da Paraíba explique quais medidas estão sendo adotadas para proteger o macaco-prego-galego durante as obras da chamada Ponte do Futuro, na Região Metropolitana de João Pessoa.
O ofício foi encaminhado à Secretaria de Estado da Infraestrutura e dos Recursos Hídricos e ao Departamento de Estradas de Rodagem da Paraíba (DER-PB), que deverão apresentar documentos e esclarecimentos sobre as ações ambientais relacionadas ao empreendimento.
A preocupação do MPF é com possíveis impactos à espécie macaco-prego-galego (Sapajus flavius), primata endêmico do Nordeste e classificado como ameaçado de extinção. Estudos apontam que a sobrevivência do animal depende da conexão entre fragmentos de mata existentes na região.
Segundo as informações apuradas pelo órgão, o macaco utiliza áreas que ligam a Reserva Particular do Patrimônio Natural Engenho Gargaú à Mata da Utinga, no litoral norte da Paraíba, justamente em locais próximos ao traçado da obra.
No documento enviado ao governo, o MPF solicitou detalhes sobre:
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implantação de corredores ecológicos previstos no licenciamento ambiental;
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instalação de passagens de fauna para circulação segura dos animais;
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medidas específicas de proteção ao macaco-prego-galego;
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relatórios técnicos e registros de monitoramento ambiental da área.
A chamada Ponte do Futuro é um projeto de infraestrutura que pretende ligar os municípios de Cabedelo e Lucena, sobre o estuário do Rio Paraíba, com o objetivo de melhorar a mobilidade e facilitar o deslocamento na Região Metropolitana de João Pessoa.
Caso as informações não comprovem que as medidas ambientais estão sendo cumpridas, o MPF poderá adotar novas providências para garantir a proteção da fauna na área da obra.

