Sindicato denuncia Bradesco por supostas redução de serviços e condições precárias de trabalho
Segundo denúncias recebidas pelo Sindicato, o Bradesco reduziu a jornada dos trabalhadores terceirizados responsáveis pelos serviços gerais para seis e quatro horas em grandes agências. Já nos Postos de Atendimento Bancário (PABs), os serviços de limpeza passaram a ocorrer somente dois ou três dias por semana, agravando as condições de higiene e conservação dos ambientes.
Segundo a nota, a situação tem gerado indignação entre bancários e clientes, diante do acúmulo de sujeira, da precarização das condições de trabalho e da ausência de manutenção adequada nas unidades. Relatos apontam ainda que funcionários administrativos teriam sido obrigados a executar atividades que não fazem parte de suas atribuições, como limpeza de banheiros e retirada de lixo.
“Outro problema denunciado é a retirada da autonomia das agências para realização de reparos e manutenção predial. Atualmente, qualquer serviço precisa passar por um processo burocrático que exige três orçamentos e aprovação da matriz do banco, atrasando intervenções essenciais e contribuindo para o sucateamento das unidades”, adianta.
O sindicato enfatiza que esse cenário contrasta diretamente com os resultados financeiros divulgados recentemente pelo Bradesco. “O banco registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,811 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 16,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Além disso, a margem financeira bruta do banco atingiu R$ 20 bilhões no trimestre, enquanto a receita total chegou a R$ 36,9 bilhões, demonstrando forte capacidade financeira da instituição”.
Para o Sindicato dos Bancários da Paraíba, é inadmissível que uma instituição que acumula lucros bilionários imponha cortes justamente em áreas essenciais para garantir condições dignas de trabalho, segurança sanitária e qualidade no atendimento à população.
“O banco continua ampliando seus lucros às custas da sobrecarga dos trabalhadores e da precarização das agências. É um completo desrespeito com funcionários e clientes, que convivem diariamente com ambientes inadequados e falta de estrutura”, critica Lindonjhonson Almeida, presidente do Sindicato dos Bancários da Paraíba.
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