Sete dicas para manter a libido durante o uso de antidepressivos
Os jovens aparentemente estão transando menos. De acordo com uma pesquisa da San Diego State University, os integrantes da geração X têm cerca de dez parceiros sexuais ao longo da vida, enquanto os membros da geração Z mantêm média de cinco parceiros.
As causas, segundo especialistas, estão majoritariamente ligadas à vida online dos jovens —acesso a pornografia, individualismo e isolamento social, por exemplo.
Há, contudo, um fator farmacológico relevante na equação: a alta do consumo de remédios psiquiátricos, puxada por millennials e pela geração Z. Parte dessas drogas contribui, de múltiplas maneiras, para o desinteresse sexual.
Remédios como sertralina, fluoxetina e escitalopram favorecem a anorgasmia. O motivo está relacionado ao papel da serotonina no cérebro: esses medicamentos aumentam a disponibilidade do neurotransmissor, o que ajuda a tratar depressão e ansiedade. O aumento da serotonina, porém, também pode reduzir a intensidade da excitação sexual e dificultar a chegada ao orgasmo.
De acordo com o psiquiatra Luciano Vianelli, do Hospital Vera Cruz, são várias as causas que reduzem a atividade sexual durante o uso de antidepressivos, ansiolíticos e outras drogas psicoativas. Ele afirma que a perda de libido, o desinteresse geral pelo sexo, é um dos efeitos colaterais mais comuns entre os pacientes, afetando 40% dos usuários de antidepressivos, por exemplo.
“Há perda do desejo, falta de lubrificação, anorgasmia, dificuldade de ereção e retardo da ejaculação —os dois últimos, nos homens. O mecanismo que leva a essas causas é muito complexo, mas geralmente está ligado ao bloqueio de neurotransmissores”, afirma.
De acordo com o psiquiatra Luciano Vianelli, do Hospital Vera Cruz, são várias as causas que reduzem a atividade sexual durante o uso de antidepressivos, ansiolíticos e outras drogas psicoativas. Ele afirma que a perda de libido, o desinteresse geral pelo sexo, é um dos efeitos colaterais mais comuns entre os pacientes, afetando 40% dos usuários de antidepressivos, por exemplo.
“Há perda do desejo, falta de lubrificação, anorgasmia, dificuldade de ereção e retardo da ejaculação —os dois últimos, nos homens. O mecanismo que leva a essas causas é muito complexo, mas geralmente está ligado ao bloqueio de neurotransmissores”, afirma.
Como voltar a ter libido
1. Não suspenda o medicamento
Segundo os psiquiatras, alguns transtornos são tão impeditivos do sexo quanto a própria medicação. Portanto, suspender o tratamento não é indicado. Tampouco vai resolver o problema.
“Interromper o remédio pode cronificar a depressão e, com isso, a falta de interesse sexual poderá se tornar crônica”, afirma Carmita.
2. Descubra a causa
Embora os antidepressivos e outros psicofármacos pesem na equação, é importante investigar o problema de forma abrangente, afirma Vianelli.
“Primeiro você tem que descobrir a causa. Se você começa o remédio e imediatamente sente o colateral, então é provável que sim [que o efeito seja consequência da medicação]. Mas, no longo prazo, precisa averiguar questões como estresse no trabalho, outros medicamentos e problemas de ordem psicológica, que vão exigir manejo de um psicólogo.”
Por isso, é importante consultar o psiquiatra antes de tomar qualquer decisão. Se ele identificar problemas de outras especialidades, como o desequilíbrio hormonal, por exemplo, deve encaminhá-lo a outro médico — no caso dos hormônios, o endocrinologista.
3. Dosagem e outros remédios
Tirar o medicamento de um paciente psiquiátrico quase nunca será a melhor opção, mas é possível amenizar os efeitos colaterais com um ajuste da dose. Segundo especialistas, às vezes uma simples redução da dose já melhora o desempenho do paciente. Na contramão, quanto maior a dosagem, maior a tendência aos efeitos adversos.
Existem ainda medicamentos que agem como antídoto, isto é, reduzem os colaterais de outros medicamentos. Vianelli cita como exemplo a bupropiona, antidepressivo com ação dopaminérgica, usado para cessação do tabagismo.
“Existem drogas hoje que não interferem na libido, como vilazodona e agomelatina, mas qual delas eu devo utilizar? Cada caso deve ser avaliado pelo psiquiatra, que, dependendo do perfil do paciente, vai precisar desta ou daquela medicação. Por vezes, ele pode não se beneficiar dessas medicações”, explica Carmita.
4. Mantenha bons hábitos
Dormir bem, praticar atividade física regularmente e manter uma alimentação variada ajuda a reduzir o efeito colateral ou mesmo eliminá-lo.
Ao praticar atividade física, por exemplo, o paciente terá menor probabilidade de obesidade, maior produção de testosterona e melhor resposta de performance durante o sexo. Esses fatores, pequenos isoladamente, podem contribuir quando somados.
5. Considere fazer terapia
Pacientes em tratamento psiquiátrico frequentemente precisam de manejo terapêutico para tratar suas enfermidades.
O desinteresse pelo parceiro, por exemplo, pode estar associado a um problema conjugal ignorado. Da mesma forma, questões no trabalho podem estar afetando tanto o paciente a ponto de prejudicar também sua vida sexual.
Relatar esses sintomas a um psicólogo e procurar formas comportamentais de resolver o problema pode ser uma saída.
6. Reduza o uso de telas
Segundo Vianelli, o vício em atividades que promovem dopamina rápida contribui para a perda do interesse sexual. Por isso, controlar o tempo de tela pode ter efeitos positivos.
“Esses hábitos muito dopaminérgicos acabam substituindo a vida real, uma vez que são uma forma fácil e imediata de dopamina. Hoje, a dependência de tela é classificada dentro dos transtornos mentais. O prazer vai se deslocando para isso”, explica.
7. Relaxe e aproveite
A última dica está ligada à interação com seu par. Em situações de flagrante redução da libido, é interessante, segundo os especialistas, que o sexo aconteça com mais conexão e menos performance.
Beijos, carícias e preliminares mais longas contribuem para a progressão da libido e, portanto, reduzem a ansiedade ligada ao medo de uma anorgasmia ou disfunção erétil, por exemplo.
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- Transcrito do site da Folha de S. Paulo
- Foto: Anna Alexes/Pexels

