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Renan Santos, presidenciável pelo Missão, defende monitoramento territorial onde facções atuam na PB

“É bizarro que exista, na Paraíba, um big brother das facções criminosas”. A frase, do candidato a presidente da República pelo partido Missão, acompanha a defesa que fez, na noite desta quarta-feira, de um monitoramento territorial em todos os locais onde facções criminosas atuam na Paraíba, inclusive com instalação estratégica de câmeras para controle do ambiente. Renan fez sua primeira visita à Paraíba em campanha eleitoral e concedeu entrevista coletiva à imprensa em João Pessoa.

Na entrevista, ele destacou sobretudo um plano de contenção da criminalidade e a necessidade de maior desenvolvimento econômico do país.

“Barricadas estão acontecendo em todas as grandes capitais do Brasil, o crime organizado tá tomando todas as nossas cidades e ninguém quer falar do assunto como eu falo. Eu vou destruir o crime organizado na eleição. O Brasil está um país cheio de político preguiçoso”, disse, acrescentando que descobriu que na Paraíba políticos teriam ligações com o crime organizado e que isso estaria sendo normalizado.

À pergunta de um jornalista sobre o tema “a vingança do povo’, como mote da campanha do Missão, o candidato explicou: “A vingança do povo é o nome do jingle, mas o mote da campanha é ‘o futuro é glorioso’. Vingança do povo é basicamente a gente se vingar de quem está ferrando a gente. É a gente se vingar do ladrão que está botando a arma na cabeça das pessoas, se vingar do político ladrão”.

O presidenciável disse que visitou as comunidades paraibanas monitoradas por facções. “A gente tem uma central de denúncias que recebe informações do Brasil inteiro. E comentaram: ‘Olha, existe um sistema de câmeras no entorno de João Pessoa tocado por facções’. Eles [bandidos] remetiam as imagens inclusive para o Rio de Janeiro, para um um time que fica operando as imagens. Eu falei: ‘Vamos lá’. O Lula está liderando as pesquisas na Paraíba enquanto o crime organizado montou um sistema de monitoramento para fazer do estado um big brother das facções. Os caras criaram o big brother das facções, isso é bizarro”, atacou.

SOBRE O NORDESTE

Renan Santos contou, na entrevista, que visitou partes do interior nordestino, especialmente a região semiárida, e que desmontou preconceitos que tinha como uma pessoa que vive numa metrópole como São Paulo.

“Eu tinha uma visão turva sobre o interior do Nordeste, que foi desfeita quando conheci muita coisa incrível que existe. Eu peguei uma parte do semiárido, por exemplo, de Pernambuco e do Rio Grande do Norte, são lugares lindos, com um povo muito trabalhador”, disse.

No entanto, criticou a postura de prefeitos, sem dizer quais, que não teriam interesse em modificar a realidade dessas regiões por questões políticas. “O que nós temos que fazer é uma destruição das oligarquias políticas locais, e eu falo isso porque essas oliarquias fazem um trabalho péssimo, que mantém as pessoas na miséria. Uma coisa que eu chamo de lei de responsabilidade gerencial é um projeto que eu criei como base do nosso plano de governo, 20% a 30% do nosso plano de governo é sobre isso. A questão é que os prefeitos não querem trazer atividade econômica para os municípios, querem as pessoas vivendo o assistencialismo. O prefeito vai enprega uma pessoa na prefeitura, enprega outra, aí tem um Bolsa Família ali e aí ele fica tranquilo, porque o que interessa para ele é a compra de votos no período eleitoral, a derrama de dinheiro que vem pelo sistema de emendas do deputado que, em geral, costuma eleger esse prefeito. Ou seja, tem um esquema, tem um sistema de manutenção das pessoas na pobreza”.

SOBRE LULA E FLÁVIO BOLSONARO

Sobre a campanha do presidente Lula (PT) à reeleição, o candidato do Missão comentou: “Em 2026, não dá para apoiar o Lula, a pessoa tem que acordar para a vida”.

Sobre o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, fez duras críticas. “Ele está envolvido em todos os campos de corrupção e ele é tão corrupto, tão corrupto que ele tem medo de vir a público se defender. Tem um debate que vai acontecer nesse domingo, ele não vai. Não sei se os colegas da Band de vocês estão aqui, mas assim, pessoal da Band chamou, aí o cara não vai. Aí ele vai falar: ‘Ah, eu sou muito corajoso’. Quer dizer, é corajoso para falar que vai enfrentar o crime, não sei o quê, disse que vai enfrentar o Xandão ou o Lula, mas não tem coragem de ir a um debate. O Lula também não tem. Eu acho isso patético”.

SOBRE DIPLOMA DE JORNALISTA

À pergunta de uma jornalista sobre o que achava da regulamentação da profissão dos jornalistas, ele defendeu manter a situação do jeito que está hoje, sem a obrigação do diploma de jornalista profissioanal. “Não vejo problema nenhum. Existem grandes jornalistas brasileiros que não têm diploma e você não precisa ter diploma para exercer o papel de informar. Eu não acho que você tenha que criar essas hiper regulamentações para tudo. De maneira alguma. E o jornalismo brasileiro está funcionando. Então, não é essa questão. A questão toda é manter o sigilo de fonte, que é uma premissa para a existência não só do jornalismo, mas para a existência da democracia”.

SOBRE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

“Eu acho que o STF tá uma porcaria. Eles[os ministros] custam caro, estão descompromissados com o Brasil, estão passando por cima das prerrogativas dos demais poderes e estão envolvidos em escândalo de corrupção, pelo menos a maior parte dos ministros. Não me parece o melhor momento do Supremo Corte”.

 

  • Da redação
  • Foto: Reprodução

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