Paraíba está entre os estados mais eficientes, aponta ranking da Folha; PR, CE e SP são os campeões
Paraná, Ceará e São Paulo ocupam o topo da segunda edição do Ranking de Eficiência dos Estados – Folha (REE-F). Desenvolvido pelo jornal em parceria com o Datafolha, o estudo mensura a capacidade dos governos estaduais de transformar recursos públicos em resultados para a sociedade.
Sete estados alcançaram a classificação máxima, com índice igual ou superior a 0,550, numa escala de 0 a 1. Outros sete ficaram na faixa da ineficiência, com índice inferior a 0,350.
O líder nacional é o Paraná, com índice de 0,734, seguido pelo Ceará (0,665) e por São Paulo (0,637). O grupo dos eficientes inclui ainda Santa Catarina (0,612), Piauí (0,596), Paraíba (0,561) e Minas Gerais (0,552).
A metodologia cruza indicadores públicos e verificáveis de cinco áreas fundamentais —educação, saúde, infraestrutura, segurança pública e finanças— com a receita corrente líquida (RCL) per capita de cada estado.
Em resumo, o trabalho revela quem entrega mais serviços à população com menos dinheiro.
O resultado mostra que cofres mais fartos não garantem maior eficiência na prestação dos serviços. Ao contrário: estados com maiores receitas aparecem entre os últimos do ranking.
O estudo divide as 26 Unidades da Federação analisadas —o Distrito Federal não integra a pesquisa devido às suas especificidades orçamentárias— em quatro faixas de desempenho: Eficiente, Alguma Eficiência, Pouca Eficiência e Ineficiente.
Educação e saúde têm peso dobrado no cálculo, em razão dos repasses mínimos garantidos pela Constituição Federal de 1988 para essas áreas.
O principal destaque do levantamento é o descompasso entre receita e resultados. O Ceará alcança a vice-liderança com a menor RCL per capita do país, de R$ 4.275, valor 38% inferior à média dos estados, de R$ 6.913.
Em contrapartida, estados com alta disponibilidade financeira por morador —impulsionada por repasses federais e baixa densidade populacional—, como Amapá (R$ 12.027), Acre (R$ 12.766) e Roraima (R$ 11.654), aparecem nas últimas posições: 26º, 25º e 24º, respectivamente.
Educação e saúde têm peso dobrado no cálculo, em razão dos repasses mínimos garantidos pela Constituição Federal de 1988 para essas áreas.

