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Lula abre destila ao som de “olê, olê, olê, olá…” e reúne Motta e Alcolumbre com gritos do público pelo fim da escala 6×1; veja vídeo

O presidente Lula (PT) participou do desfile de 7 de Setembro deste ano com a presença dos chefes dos três Poderes, incluindo o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, em meio à crise que atinge a corte.

Ao lado do presidente, estiveram o chefe do SenadoDavi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Na chegada de Lula ao local, parte do público começou a gritar palavras de ordem pelo fim da escala de trabalho 6×1 e entoar o coro de “olê, olê, olá, Lula, Lula”, que se alternaram com os hinos tocados pela banda, durante todo o desfile. Em outro momento, também foram entoados gritos de “sem anistia”.

Messias deixou o local do evento por volta de 10h20, ainda enquanto o desgile acontecia. Durante a cerimônia, o AGU e Andrei chegaram a passar próximos um do outro, mas não se cumprimentaram.

Na edição deste ano, o desfile tem como eixos temáticos soberania nacional, enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027, além da programação tradicional das tropas das Forças Armadas (Marinha, Exército e Força Aérea).

Além da presença de boa parte dos ministros de governo, a arquibancada reservada ao presidente e demais autoridades teve a presença do humorista Paulo Vieira, apoiador declarado de Lula.

Como mostrou a Folha, neste ano o governo usa como mote da cerimônia a frase “A Força que Une o Brasil”, na linha do que vem sendo destacado por Lula neste terceiro mandato e em sua campanha à reeleição. As peças e materiais com a frase foram colocados na Esplanada dos Ministérios, onde ocorre o evento, em Brasília.

O Planalto costuma convidar integrantes do governo e chefes dos demais Poderes, assim como ministros do Supremo. No ano passado, nenhum integrante da corte compareceu ao desfile.

Na última semana, o ministro da corte André Mendonça levantou o sigilo de conversas entre o colega Alexandre de Moraes com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Com a revelação do caso, manifestações contra o ministro ocorrem em paralelo ao evento oficial nesta segunda-feira (7).

Como o 7 de Setembro deste ano caiu durante o período de campanha, o ato oficial de Lula precisou ser mais sóbrio do que nos anos anteriores para não ferir restrições eleitorais.

O público encheu, mas não lotou as arquibancadas montadas na Esplanada dos Ministérios.

Os presentes usaram camisas da seleção brasileira, roupas verde e amarela ou de tons de vermelho, a cor do Partido dos Trabalhadores, do presidente Lula. Algumas pessoas levaram leques para aliviar e colaram adesivos.

Como parte das restrições, esta edição do ato não pôde distribuir itens temáticos da Independência como bonés com a mensagem do ano. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) restringe o uso de recursos e equipamentos do governo durante a época de campanha para evitar uso da máquina pública em benefício de candidatos.

Os limites são os mesmos impostos ao tadicional pronunciamento do presidente feito em memória da data em rede nacional de rádio e TV, para o qual Lula precisou receber autorização para veicular.

Enquanto isso, adversários do presidente também capitaneam atos pelo país. O principal rival do petista, Flávio Bolsonaro (PL), organizou uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo.

No discurso de 3 minutos e 43 segundos transmitido no domingo (6), o presidente usou a pauta da soberania nacional para abordar a data da Independência e defender que o Brasil explore seus recursos naturais como os minerais críticos.

Evitando recados diretos e mensagens que pudessem ser confundidas com campanha, Lula falou em driblar interferências estrangeiras no país e tangenciou temas de maior interesse de seu mandato, como o fim da jornada de trabalho 6×1.

 

  • Folha/UOL
  • Foto: Lula Marques/Agência Brasil

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