Luiz Couto defende proibição definitiva das bets e alerta para prejuízos à economia e às famílias brasileiras
O deputado federal Luiz Couto (PT-PB) defendeu a proibição definitiva das plataformas de apostas on-line, conhecidas como bets, durante pronunciamento na tribuna da Câmara dos Deputados, nesta quinta-feira (5). O parlamentar manifestou preocupação com os impactos econômicos e sociais desse modelo de negócio, que, segundo ele, tem provocado endividamento, comprometido a renda das famílias e retirado recursos de setores produtivos da economia brasileira.
Para Luiz Couto, a regulamentação, a fiscalização e a limitação da publicidade não são suficientes para enfrentar o problema. O deputado defendeu uma posição mais firme do poder público diante dos prejuízos provocados pelas apostas.
“Não basta regulamentar, fiscalizar ou limitar sua publicidade. É necessário enfrentar um modelo de negócio que transforma o sofrimento, o endividamento e a esperança dos trabalhadores em lucro para grandes empresas”, afirmou.
Durante o discurso, Luiz Couto destacou estimativas que apontam que, somente em 2025, as famílias brasileiras perderam aproximadamente R$ 62,1 bilhões nas plataformas de apostas. Já entre janeiro de 2023 e março de 2026, cerca de R$ 143,8 bilhões teriam deixado de circular nos setores produtivos da economia para alimentar o mercado das bets.
O parlamentar ressaltou que o problema ultrapassa a questão do entretenimento e atinge diretamente a economia popular. Segundo ele, enquanto pequenos comerciantes enfrentam dificuldades para manter seus negócios e trabalhadores lutam para pagar as contas e garantir o sustento de suas famílias, grandes empresas acumulam lucros com as perdas dos apostadores.
O deputado também chamou atenção para os efeitos das apostas sobre a saúde mental e a vida de milhões de brasileiros, especialmente daqueles que comprometem parte significativa da renda familiar na expectativa de obter ganhos financeiros.
Ao concluir, Luiz Couto reforçou que as apostas on-line representam um retrocesso para o país e defendeu medidas efetivas para impedir a continuidade desse modelo de exploração econômica.
“É preciso fazer com que a aposta on-line não possa continuar, porque ela é atraso”, declarou.

