segunda-feira, fevereiro 2, 2026
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Crise envolvendo Dias Toffoli é vista como insustentável e pode se agravar fora do STF

Investigadores que acompanham o caso Master avaliam que a situação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli chegou a um ponto considerado insustentável, com tendência de agravamento. A leitura predominante é que não há um fato isolado capaz de encerrar a crise de forma abrupta, mas sim uma sucessão de desdobramentos que já fogem, inclusive, ao controle do próprio relator.

Segundo relatos colhidos nos últimos dias, o desgaste não se limita ao STF e pode avançar por vias externas ao tribunal. O diagnóstico apontado por investigadores é de que o problema é estrutural, com frentes de apuração que não estão sob a condução direta de Toffoli nem concentradas no Supremo.

Em São Paulo, por exemplo, seguem em andamento investigações relacionadas a fundos e estruturas financeiras que podem produzir novos fatos a qualquer momento, independentemente de decisões adotadas pela Corte. Para essas fontes, mesmo uma tentativa de “organizar” o caso dentro do STF não seria suficiente para conter o desgaste.

O alerta, segundo investigadores, é que novas revelações possam surgir fora do alcance do relator, ampliando ainda mais a crise. Essa avaliação já teria sido levada à maioria dos ministros do Supremo, com a advertência de que o caso tem potencial para “arrastar o tribunal para a lama”, transformando um problema individual em uma ameaça institucional.

Nos bastidores, ministros estariam cientes da gravidade do cenário. A avaliação interna é descrita como dura e pragmática. Parte da Corte considera o quadro complexo demais para que Toffoli permaneça à frente do processo e defende uma solução técnica: o envio do caso à primeira instância.

Essa alternativa é vista como o “feijão com arroz” do ponto de vista jurídico, por não criar tese nova, ser defensável tecnicamente, retirar o ministro do centro da controvérsia e reduzir a pressão direta sobre o STF. A avaliação, no entanto, reconhece que não se trata de uma saída honrosa, mas da opção menos traumática para a instituição.

Ainda assim, ministros avaliam que a decisão depende do próprio Toffoli. A hipótese de um afastamento voluntário da condução do caso é considerada improvável, já que não haveria expectativa de concordância do ministro com essa alternativa.

Há também críticas internas sobre a condução política da crise. Segundo relatos, não houve uma articulação institucional coordenada para buscar uma saída antes que o impasse ganhasse dinâmica própria. Com isso, a crise extrapolou os limites jurídicos e se politizou rapidamente.

Nos bastidores, a avaliação é de que o STF foi colocado “na linha de tiro da campanha”. O tribunal deixou de ser alvo restrito de setores da extrema direita e passou a integrar de forma mais ampla o radar eleitoral, tornando-se tema de disputa em um momento de elevada sensibilidade institucional.

Para uma ala da Corte, o impasse central permanece: manter o caso no Supremo concentra o desgaste no relator e amplia o risco de o tribunal ser visto como juiz em causa própria. Com a possibilidade de surgirem novos fatos fora do controle do STF, cresce a percepção de que a contenção da crise pode se tornar inviável.

A leitura predominante entre investigadores e ministros é que prolongar a situação apenas agrava o cenário e empurra o Supremo para o centro de uma crise política contínua. A crise envolvendo Dias Toffoli, afirmam essas fontes, não tem prazo definido para terminar, apenas a possibilidade — ainda em aberto — de ser contida antes de contaminar toda a Corte.

Com informações do G1

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