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Benito de Paula faz show neste domingo em João Pessoa

“Osso duro de roer”. Uma das faixas mais conhecidas de Benito di Paula resume a personalidade do compositor e intérprete que lutou para consolidar-se como um dos maiores nomes de nossa música — mesmo com algumas disposições em contrário.

Numa conversa exclusiva com A União, ele comentou lances dos seus 83 anos de vida — mais de 60 deles dedicados à arte. O artista retornará a João Pessoa para um show hoje, às 19h, no Teatro Pedra do Reino (Polo Turístico do Cabo Branco). Ele estará acompanhado do filho, Rodrigo Vellozzo. Os bilhetes estão disponíveis no site Ingresso Digital, a partir de R$ 90.

Benito chegou a anunciar uma aposentadoria dos palcos, no ano passado, mas, por hora, segue com a turnê Do Jeito que a Vida Quer, na companhia de Rodrigo, ao lado de quem lançou, recentemente, uma nova versão do sucesso “Amigo do Sol, Amigo da Lua”. Ele quebrou um jejum de entrevistas para confirmar a “lenda” de que teria vivido em um imponente imóvel no bairro de Cruz das Armas, em João Pessoa, apelidado de “castelinho”.

“Sim, morei aí no ano 2000 e meu filho também. Inclusive, ele tirou a carteira de motorista na Paraíba. É um lugar que guardo na memória com muito carinho e que sempre rende boas histórias”, destaca.

Os caminhos que o levaram à capital paraibana tiveram origem em Nova Friburgo, município do Rio de Janeiro. De família humilde, deu seus primeiros passos na música como crooner de boates. Sua voz chamou a atenção da gravadora Copacabana, que o contratou como intérprete. Seu estilo único — as correntes e os brincos que contrastavam com os finíssimos paletós — traziam ao público sua origem cigana.

“No início, houve certo estranhamento. Alguns achavam ousado demais para a época, diziam que poderiam ‘distrair’ do que eu fazia como músico. Mas, para mim, sempre foram um símbolo do meu trabalho”, justifica.

Do alto de sua experiência, Benito afirma que não para de aprender, nos palcos, com o filho Rodrigo. Este tem no pai um super-herói, mas afirma que a dinâmica dos shows acontece da maneira mais orgânica possível. “Osso duro de roer” foi composta como resposta a segmentos do samba que eram contrários ao seu estilo, nos anos 1970, que incluía elementos do jazz e outros ritmos.

“No começo, não havia um plano claro de ‘fazer carreira’, mas, sim, a necessidade de me expressar. A certeza de que seria minha profissão veio quando percebi que podia emocionar as pessoas com minhas canções — e essa troca era a maior recompensa que eu poderia ter”, conclui.

 

Texto de Esmejoano Lincol para o Jornal A União deste domingo, 17/8

Foto: Divulgação/Murilo Alvesso

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