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Associação de delegados da Paraíba defende investigação “imparcial e transparente” do caso da apreensão de van de associado com drogas

A Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados do Estado da Paraíba (Adepdel) divulgou nota pública, nas redes sociais, alertando para o perigo de uma condenação antecipada ao delegado Walter Brandão, em João Pessoa, em cujo carro sob sua responsabilidade foram apreendidos 147 tabletes de substância semelhante à maconha,  domingo passado. A apreensão se deu no bairro de Cuitá, na capital, quando o veículo estava estacionado em frente a uma oficina, com os vidros quebrados, e havia sido deixado no local para um conserto por um prestador de serviço. O delegado disse, em nota, que desconhecia a existência da droga.

“A condição de delegado não confere imunidade, e a ADEPDEL não pede privilégio. Pede o que a Constituição assegura a qualquer cidadão: investigação completa, imparcial e transparente, conduzida pelos órgãos competentes, com controle externo do Ministério Público, até a identificação de todos os responsáveis. A imprensa cumpre seu papel ao informar, mas cabe a todos distinguir, com rigor, propriedade, posse e autoria, para que a exposição de um nome não se converta em condenação antecipada”, diz a nota da Adepdel.

Segue a nota, na íntegra:

A Associação de Defesa das Prerrogativas dos Delegados do Estado da Paraíba (ADEPDEL) acompanha a repercussão da apreensão de entorpecentes em veículo registrado em nome do delegado de Polícia Civil Walter Brandão, em João Pessoa.
O delegado informou publicamente que o veículo fora entregue a uma oficina exclusivamente para reparos, que não teve conhecimento nem deu consentimento a qualquer uso ilícito e que compareceu imediatamente à unidade policial para colaborar com a investigação. Esclareceu, ainda, que o veículo não estava em sua posse, mas agregado a uma empresa de locação, que o levou à oficina para conserto antes dos fatos noticiados.
A condição de delegado não confere imunidade, e a ADEPDEL não pede privilégio. Pede o que a Constituição assegura a qualquer cidadão: investigação completa, imparcial e transparente, conduzida pelos órgãos competentes, com controle externo do Ministério Público, até a identificação de todos os responsáveis.
A imprensa cumpre seu papel ao informar, mas cabe a todos distinguir, com rigor, propriedade, posse e autoria, para que a exposição de um nome não se converta em condenação antecipada.
Walter Brandão tem uma trajetória na Polícia Civil sem registro de qualquer falta funcional. Uma reputação construída ao longo de anos de serviço público não pode ser medida por uma manchete.
Por isso, a ADEPDEL reafirma sua confiança no colega, manifesta solidariedade a ele e à sua família e permanece à disposição para o apoio institucional cabível.
Rigor na apuração, provas para a responsabilização e respeito às garantias: é assim que se protege a sociedade e a credibilidade das instituições.

João Pessoa/PB, 2 de novembro de 2026.

Delegado Cláudio Lameirão
Presidente da ADEPDEL

 

 

 

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