Mobilização nacional coleta DNA de parentes de desaparecidos; na PB, ação acontecerá nesta quarta-feira (26)
O Ministério da Justiça e Segurança Pública e os institutos de perícia federal e estaduais iniciaram, nesta segunda-feira (24), a quarta Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas.
A campanha busca incentivar os parentes de pessoas desaparecidas a doarem amostras de material genético (DNA) que possa ajudar na identificação e localização de pessoas declaradas desaparecidas. Quem já doou o material anteriormente não precisa repetir o procedimento.
Na Paraíba, a ação será realizada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (26), com o Dia D da mobilização nacional. A iniciativa tem como objetivo ampliar o banco de perfis genéticos e contribuir para as investigações e para a localização e identificação de pessoas desaparecidas.
Serão disponibilizados, no estado, pontos de coleta em João Pessoa, Campina Grande, Guarabira, Patos e Cajazeiras. Familiares de pessoas desaparecidas poderão procurar as unidades da Polícia Civil e os núcleos do Instituto de Polícia Científica (IPC) indicados para realizar a coleta do material genético. No entanto, os familiares podem procurar qualquer um dos núcleos ou delegacias, independentemente do local do desaparecimento da vítima.
A medida integra uma política permanente de investigação e localização de pessoas desaparecidas no estado. A Polícia Civil da Paraíba possui uma portaria interna que estabelece que, nos casos em que uma pessoa permaneça desaparecida por mais de 30 dias, deve ser realizada a coleta de material genético de familiares, como forma de contribuir para o trabalho investigativo e ampliar as possibilidades de localização e identificação. O procedimento é simples e realizado por profissionais especializados. O material genético coletado é utilizado para subsidiar as investigações e possibilitar o cruzamento de informações genéticas com materiais eventualmente obtidos no curso das buscas.
A Paraíba também se destaca nacionalmente pelos índices de localização de pessoas desaparecidas. De acordo com levantamento da Diretoria de Estatística (Diest) da Polícia Civil da Paraíba, o estado alcança aproximadamente 90% de localização dos casos registrados. O resultado é fruto de um trabalho integrado que envolve a busca ativa promovida pela Diest, além da atuação investigativa das delegacias e dos núcleos de homicídios distribuídos pelo estado. A integração entre levantamento de informações, trabalho de campo, investigação policial e utilização de ferramentas de identificação tem sido fundamental para ampliar as possibilidades de localização e oferecer respostas às famílias.
A Polícia Civil reforça a importância da participação dos familiares de pessoas desaparecidas na mobilização do dia 26. A coleta do material genético representa mais uma ferramenta à disposição das forças de segurança para auxiliar nas investigações e aumentar as chances de localização e identificação das vítimas.
João Pessoa
Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP)
Cidade da Polícia Civil, bairro do Geisel Telefone: (83) 3218-5319
Instituto de Polícia Científica (IPC)
Rua Antônio Teotônio, s/n – Cristo Telefone: (83) 3218-5200
Campina Grande
Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) Cidade da Polícia Civil, bairro do Catolé Telefone: (83) 3310-9302
Instituto de Polícia Científica (IPC)
Rod. Gov. Antonio Mariz, S/N – Malvinas Telefone: (83) 3310-9460
Guarabira
Delegacia Seccional de Guarabira
Rua Lodônio Bulhões, nº 36, Bela Vista Telefone: (83) 3271-2971
Instituto de Polícia Científica (IPC)
Rua Projetada, 19 – Mutirão. Telefone: (83) 3271-6735
Patos
Delegacia Seccional de Patos
Rua Moacir Leitão, nº 922, Belo Horizonte Telefone: (83) 3423-2553
Instituto de Polícia Científica (IPC)
Rua Marechal Deodoro da Fonseca, 38 – Centro Telefone: (83) 3423-3634
Cajazeiras
Delegacia Seccional de Cajazeiras
Rodovia Transamazônica, S/N Telefone: (83) 3531-2948
Instituto de Polícia Científica (IPC) PB 400 – Loteamento Boavista Telefone: (83) 2143-0672
Quem pode doar?
O Ministério da Justiça e Segurança Pública recomenda que a doação seja feita por parentes de primeiro grau da pessoa desaparecida. De preferência, na seguinte ordem: pai ou mãe biológicos; filhos biológicos e o outro genitor, e, por fim, irmãos biológicos – filhos do mesmo pai e da mesma mãe.
Crianças também podem doar material genético, desde acompanhadas pelo responsável legal. A doação pode ser feita em qualquer ponto de coleta oficial, independentemente da região onde a pessoa tenha desaparecido.
O procedimento é simples, podendo ser feito de duas formas: passando um cotonete no interior da boca do doador ou colhendo uma gota de seu sangue, tirada de seu dedo.
O material genético coletado só pode ser usado com o propósito de identificar pessoas desaparecidas. O DNA dos familiares é comparado com o de pessoas não identificadas (vivas ou falecidas) cadastrado nos bancos de DNA. Se o resultado apontar o parentesco, peritos elaborarão um laudo oficial que será encaminhado à delegacia responsável pelo caso, cuja equipe entrará em contato com a família.
- Agência Brasil
- Foto: Paulo Pinto

