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Paraíba apresenta resultados: feminicídios caem 13,6% no primeiro semestre de 2026

A Paraíba encerrou o primeiro semestre de 2026 com um dado que reforça os resultados das políticas de proteção às mulheres e das ações de segurança pública no estado. Entre janeiro e junho, 197 dos 223 municípios paraibanos (88,3%) não registraram nenhum Crime Violento Letal Intencional (CVLI) contra mulheres.

Dados do Núcleo de Análise Criminal e Estatística (Nace), da Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Sesds), mostram que as mortes violentas de mulheres ficaram concentradas em apenas 26 municípios, totalizando 36 casos. Desse total, 19 foram classificados como feminicídios.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, os assassinatos de mulheres tiveram redução de 20%, enquanto os feminicídios caíram 13,6% no estado.

João Pessoa concentrou o maior número de ocorrências, com sete mortes violentas de mulheres, sendo cinco classificadas como feminicídios. Os demais registros ocorreram de forma isolada em outras cidades paraibanas.

Segundo a Sesds, os resultados refletem o trabalho integrado entre os órgãos da segurança pública e a rede estadual de proteção à mulher. Entre as iniciativas está a Patrulha Integrada Maria da Penha, desenvolvida em parceria entre a Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana e a Polícia Militar. O programa acompanha mulheres com medidas protetivas, realizando ações preventivas para reduzir os riscos de reincidência da violência doméstica.

Outra ação destacada é a ampliação das Salas Lilás, espaços especializados instalados em unidades da Polícia Civil que oferecem atendimento humanizado, reservado e qualificado às mulheres vítimas de violência, garantindo maior segurança para o registro das ocorrências e o encaminhamento à rede de proteção.

A secretaria também ressaltou a atuação do Instituto de Polícia Científica (IPC), cujos profissionais recebem capacitação permanente para assegurar atendimento técnico e humanizado às vítimas e seus familiares. Além da produção da prova pericial, o acolhimento faz parte da política de qualificação voltada ao atendimento de mulheres em situação de violência.

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