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Sócio da PixBet é preso em Jacumã durante operação da PF

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (17/9), a segunda fase da Operação Arena. A investigação apura condutas relativas aos crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e outros contra a ordem tributária e financeira na Paraíba. Um dos presos foi o sócio da casa de apostas PixBet, Diomar Tadeu Dantas de Farias. Ele foi detido em Jacumã, no Litoral Sul.

A ação cumpriu cinco mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva, além de medidas de sequestro de bens, nas cidades nas de Campina Grande e de João Pessoa.

A Operação Arena investiga esquema de aquisição de criptoativos e troca de remessas entre empresas brasileiras e estrangeiras, para ocultar patrimônio e sonegar tributos. O esquema teria sido usado pela Pixbet para lavar dinheiro de apostas e financiar a regularização da empresa, segundo as investigações. Na época, foram efetuados 17 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, na Paraíba e no Paraná.

Segundo informação da Receita Federal, companhias constituídas fora do Brasil recebiam quantias altas sem atividade econômica que justificasse tais valores. A gestão dessas empresas, no entanto, era feita em território nacional e simulava operações com o objetivo de atribuir legalidade a valores advindos de apostas.

Os valores enviados pelos apostadores à Pixbet por meio de instituições financeiras eram repassados para as empresas de fachada e usados para comprar stablecoins, criptomoedas com valor ancorado no dólar, aponta a investigação. Também eram trocados por dólares em casas de câmbio e enviados para contas em paraísos fiscais.

Após essas operações, o dinheiro retornava à casa de apostas. As stablecoins seriam enviadas a contas do grupo empresarial, e os valores remetidos às firmas retornavam como pagamento de dividendos. O saldo das contas no exterior também abastecia a operação da bet.

Segundo a Receita, o dinheiro reenviado à casa de apostas foi usado para comprar bens de luxo e pagar outorgas e taxas de regularização da empresa, exigidas pelo governo federal desde o ano passado. Segundo dados obtidos via lei de acesso à informação, Santos está ligado a duas licenças —cada uma custa R$ 30 milhões e exige um depósito de segurança de R$ 5 milhões.

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