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Servidores da Câmara de Vereadores de Patos realizam paralisação, denunciam excesso de contratados e cobram direitos salariais

Servidores efetivos da Câmara Municipal de Patos realizaram, nesta terça-feira (4), uma paralisação para cobrar o cumprimento de direitos salariais e funcionais que, segundo a categoria, não vêm sendo respeitados pela atual gestão da Casa. O movimento reúne ao menos 31 servidores e ocorre após meses de tentativas de negociação sem avanço.

De acordo com o servidor Maricelio Barbosa Vanderlei, que atua há 28 anos no Legislativo, a principal insatisfação está relacionada ao que ele classifica como um desequilíbrio estrutural na composição do quadro de pessoal. Segundo ele, atualmente há 36 servidores efetivos, frente a 116 contratados e comissionados. Maricelio também relatou situações que, na visão dele, merecem apuração, como a cessão de servidores para outros órgãos e até casos de funcionários que estariam fora do estado, sem clareza sobre a prestação de serviços. As declarações refletem a percepção de parte dos efetivos, mas ainda não foram oficialmente comentadas pela gestão.

A paralisação é respaldada pelo SINFEMP, presidido por Carminha Soares. Segundo a dirigente sindical, a mobilização teve início após o não cumprimento da progressão funcional de 10%, prevista para ocorrer neste ano e que, conforme relato dos servidores, havia sido indicada anteriormente pela presidência da Câmara para pagamento em julho. Além disso, a categoria reivindica um reajuste salarial de 20%.

Ainda conforme o sindicato, a gestão informou que o pagamento da progressão poderá ocorrer apenas após setembro, possivelmente em outubro, e sem efeito retroativo — ponto que tem gerado maior resistência entre os servidores. A justificativa apresentada, segundo Carminha, estaria relacionada ao impacto financeiro com encargos previdenciários e tributários. A categoria, no entanto, questiona o argumento, citando a existência de um número elevado de cargos comissionados e assessorias no Legislativo.

Os servidores afirmam que a paralisação é um alerta inicial e que novas medidas poderão ser adotadas caso não haja avanço nas negociações. Entre as possibilidades, está a judicialização da demanda, com o objetivo de garantir o cumprimento dos direitos reivindicados.

A reportagem procurou a presidente da Câmara, Tide Eduardo, para comentar as denúncias e a paralisação, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

 

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