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É tetra! Lula vira, bate Flávio Bolsonaro e se reelege para inédito 4º mandato

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80, bateu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e foi reeleito neste domingo (25) para seu quarto mandato, feito inédito na história brasileira.

O resultado, que havia sido projetado pelo Datafolha às 20h46, foi confirmado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) às 21h10.

Com 99,77% das urnas apuradas, o atual presidente tem 51,76% dos votos válidos no segundo turno da disputa, contra 48,24% do senador pelo PL do Rio, que não pode mais alcançar o petista. Em 2022, Lula bateu o pai do rival por 50,9% a 49,1%.

A vitória ocorre após uma campanha acirrada, na qual Lula ficou em segundo lugar no primeiro turno contra o filho de seu antecessor e antagonista Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado após perder o pleito de 2022 para o petista.

O dia da eleição refletiu a tensão, com o Supremo Tribunal Federal adiando de forma inédita a votação em todo o país por duas horas, após queixa da campanha do PT sobre obstáculos à liberação do transporte público em dez estados, inclusive os populosos São Paulo e Bahia.

A confusão teve tintas partidárias. Apesar de o problema ter sido apontado desde cedo, o ministro do Supremo Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral associado ao bolsonarismo, não se mexeu.

Coube ao ministro Cristiano Zanin, ex-advogado de Lula, determinar o prolongamento da votação, sendo seguido pelo colega. Isso levou a questionamentos imediatos de bolsonaristas nas redes, mas ministros de cortes superiores descartam a hipótese de anulação do pleito.

A apuração foi igualmente apertada, com os candidatos alternando a liderança —levando a comemorações com fogos e gritos em cidades como São Paulo, num clima de final de campeonato.

É a primeira vez que um candidato conseguiu tal virada no segundo turno desde o primeiro pleito presidencial direto da redemocratização, em 1989. Em 2014, Dilma Rousseff (PT) saiu atrás de Aécio Neves (PSDB) nas pesquisas do segundo turno e venceu, mas ela havia chegado em primeiro na rodada inicial.

O triunfo do petista, que agora vai encarar o que salvo mudanças legais será seu último governo, foi definido nos momentos finais de uma campanha polarizada e uma reviravolta de tática no segundo turno.

A rejeição era a mais notável certeza do brasileiro ao ir às urnas, com cerca de metade do eleitorado dizendo não votar em cada um dos rivais.

Lula passou a campanha de segundo turno em modo mais olímpico, esquecendo que só bateu o então impopular Bolsonaro no segundo turno de 2022 por menos de 2 pontos percentuais.

CAMPANHA ESQUENTOU NO FINAL

Só acordou para o embate nos estertores da corrida, contando com anúncios eleitoreiros como a proibição das bets ou o reajuste do Bolsa Família, além da celeuma em torno de Nossa Senhora, que impulsionaram o voto em segmentos como mulheres periféricas e católicos.

Já Flávio apostou no antipetismo e aproveitou-se da crise na cúpula do Judiciário, primeiro acerca das relações de ministros ligados a Lula com o caso Master, depois com a interferência que levou ao cancelamento do debate da TV Globo antes do primeiro turno.

O presidente, após uma primeira semana lavando roupa suja com aliados, mudou o comando da campanha e entregou a estratégia digital para o deputado André Janones (Rede-MG), que montou o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, que chegou ao pleito com mais de 10 milhões de seguidores.

 

  • Folha/UOL
  • Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Leia mais: https://www1.folha.uol.com.br/poder/2026/10/lula-vira-bate-flavio-bolsonaro-e-se-reelege-para-inedito-4o-mandato-projeta-datafolha.shtml

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