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Pesquisa aponta maior exposição de mulheres com deficiência à violência doméstica

Levantamento do DataSenado mostra que 38% das brasileiras com deficiência já sofreram violência doméstica ou familiar praticada por homens

Mais de 4,4 milhões de mulheres com deficiência no Brasil já sofreram algum tipo de violência doméstica ou familiar praticada por um homem, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa DataSenado e do Observatório da Mulher contra a Violência (OMV).

O número corresponde a 38% das brasileiras com deficiência, percentual superior ao registrado entre mulheres sem deficiência, de 25%.

Os dados serão apresentados nesta quarta-feira (23), durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, marcada para as 10h. A pesquisa integra a 11ª edição da Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher e, pela primeira vez, incluiu a autoidentificação de mulheres com deficiência.

Violência começa cedo

O levantamento mostra que a violência pode começar ainda na adolescência. Entre as mulheres com deficiência que relataram ter sofrido violência doméstica ou familiar, 36% tinham até 19 anos quando sofreram a primeira agressão, enquanto 24% tinham entre 20 e 29 anos.

Com isso, seis em cada dez tiveram o primeiro episódio de violência antes dos 30 anos.

Nos casos considerados mais graves, 65% dos agressores eram maridos ou companheiros. As formas de violência mais citadas foram a psicológica, mencionada por 88% das entrevistadas, seguida pela moral (82%) e física (80%).

Dados passam a integrar mapa nacional

Os resultados foram divulgados no contexto do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, e passam a integrar o Mapa Nacional da Violência de Gênero.

A audiência pública foi solicitada pela senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), vice-presidente da CDH. A parlamentar destacou que mulheres com deficiência estão sujeitas a vulnerabilidades adicionais relacionadas tanto à condição de gênero quanto às barreiras enfrentadas pelas pessoas com deficiência em diferentes áreas da vida.

Participam da audiência representantes do Observatório da Mulher contra a Violência, da Frente Nacional das Mulheres com Deficiência, do Instituto Maria da Penha e de organizações voltadas ao atendimento de mulheres vítimas de violência.

A audiência será interativa, com participação do público por meio do Portal e-Cidadania e da Ouvidoria do Senado.

Fonte: Agência Senado, DataSenado e Observatório da Mulher contra a Violência.

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