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Tese da UFPB transforma mangaba e bacaba em aposta para novos alimentos probióticos

Pesquisa premiada pela Capes mostrou que as frutas nativas conseguem preservar bactérias benéficas e favorecer o equilíbrio da flora intestinal

Uma pesquisa da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) mostrou que a mangaba e a bacaba podem servir de base para o desenvolvimento de alimentos enriquecidos com probióticos. O estudo, desenvolvido pela pesquisadora Bianca Beatriz Torres de Assis, foi reconhecido com o Prêmio Capes de Tese 2026 na área de Ciência e Tecnologia de Alimentos.

Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio Capes de Tese 2026.

De autoria da pesquisadora Bianca Beatriz Torres de Assis, a tese mostrou que duas frutas nativas brasileiras, mangaba e bacaba, podem ser utilizadas como base para a produção de alimentos enriquecidos com probióticos — microrganismos vivos associados a benefícios para a saúde intestinal.

Intitulada “Fermentação Probiótica: Uma estratégia para valorização de frutas nativas subexploradas”, a pesquisa avaliou o comportamento dos probióticos durante a fermentação das polpas das duas frutas.

A pesquisadora também analisou a capacidade de sobrevivência dos microrganismos durante condições que simulam a passagem pelo sistema digestivo humano e verificou os efeitos do alimento sobre a microbiota intestinal, conjunto de microrganismos que desempenha funções importantes no organismo.

Os resultados indicaram que mangaba e bacaba conseguem preservar os probióticos vivos e ativos mesmo após o processo de digestão. A fermentação também aumentou a quantidade e favoreceu a disponibilidade de compostos fenólicos e ácidos orgânicos presentes nas frutas.

De acordo com a pesquisa, o consumo das polpas fermentadas promoveu uma melhora significativa na diversidade e no equilíbrio da microbiota intestinal.

“Receber o Prêmio CAPES de Tese 2026 foi uma emoção muito grande e um dos momentos mais especiais da minha trajetória acadêmica. Ver uma pesquisa voltada à valorização da biodiversidade brasileira alcançar esse reconhecimento nacional torna essa conquista ainda mais significativa para mim”, afirmou Bianca.

A pesquisadora também destacou o apoio recebido da família, dos colaboradores e da orientadora, Marciane Magnani, durante o desenvolvimento do trabalho.

Inovação a partir de frutas nativas

A tese se destaca por ser, segundo a pesquisa, a primeira a avaliar cientificamente as polpas fermentadas de mangaba e bacaba com foco na sobrevivência de probióticos e nos efeitos relacionados à saúde intestinal.

O estudo aproxima a ciência de alimentos de duas áreas que despertam crescente interesse: alimentação saudável e aproveitamento da biodiversidade brasileira.

Além do potencial nutricional, a pesquisa aponta possibilidades econômicas para regiões produtoras dessas frutas, especialmente no Norte e Nordeste.

A transformação das polpas em alimentos funcionais pode contribuir para estimular produtores locais, fortalecer cadeias produtivas regionais e criar novas possibilidades para a bioeconomia.

O trabalho também reforça o potencial de frutas nativas ainda pouco exploradas comercialmente como matéria-prima para produtos alimentícios destinados a mercados que buscam alternativas associadas à saúde e à nutrição.

O QUE MUDOU

  • O título passou a destacar o resultado da pesquisa, e não apenas a premiação.
  • O lead foi reconstruído para explicar rapidamente o que a pesquisa descobriu e por que ela é relevante.
  • As informações foram reorganizadas em ordem de importância.
  • O texto passou a conectar os resultados científicos ao potencial de valorização das frutas nativas.
  • Foram preservadas as informações centrais, incluindo autoria, orientadora, resultados e declaração da pesquisadora.

Fonte: UFPB.

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