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Dono da Pixbet é interceptado na BR-230

O dono da Pixbet, Ernildo Júnior, alvo de operação da Polícia Federal na manhã desta quinta-feira, foi interceptado quando trafegava pela BR-230, na chegada a Campina Grande, onde fica a sede da empresa. O beneficiário final da atividade da Pixbet, segundo declaração da própria empresa ao Ministério da Fazenda, era o sócio brasileiro da companhia Ernildo Júnior, empresário paraibano também responsável pelas marcas Bet.Bet, Bet da Sorte, entre outras. A empresa do paraibano foi alvo da Operação Arena da Polícia Federal e da Receita Federal e Ministério Público Federal.

Segundo a PF, o grupo empresarial investigado usa contas no exterior para ocultar recursos vindos de bets. Batizada de Operação Arena, a ação da polícia executou 17 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, na Paraíba e no Paraná. O sigilo telemático e bancário de envolvidos foi quebrado e R$ 1,1 bilhão foi sequestrado, informou a PF.

A defesa da empresa afirmou que ainda não está a par dos autos e que vai se pronunciar oportunamente.

Durante a abordagem, os agentes da PF bloquearam parte do trânsito na rodovia com várias viaturas no sentido de apreender o veículo que Ernildo estava, um SW4. O empresário também teve seu aparelho telefônico recolhido durante a ação dos agentes.

A Pixbet é suspeita de utilizar estrutura societária e financeira no exterior para ocultar a origem e a destinação de recursos provenientes da exploração de jogos de azar e de apostas esportivas.

O envio do dinheiro para o exterior, por meio de empresas e instituições financeiras, é o primeiro passo. Em seguida, as operações financeiras realizadas (saques, transferências, câmbios) misturam valores ilícitos com valores lícitos.

“O dinheiro é pulverizado e atrapalha o grande ativo do combate e prevenção à lavagem de dinheiro, que é seguir o dinheiro para saber de onde ele saiu e para quem ele vai chegar”, afirma o advogado Fabrício Reis Costa, especialista em crimes patrimoniaisCosta.

Após a pulverização e a dissimulação dos valores, ocorre a reintegração. O fato de o dinheiro ter passado por instituições financeiras, casas de câmbio ou fundos de investimento dá à quantia a aparência de legalidade ao chegar no destino final.

Ao todo foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão expedidos pela 4ª Vara Federal da Paraíba, além de medidas de quebra de sigilo telemático e bancário e sequestro de até R$ 1,1 bilhão, nos estados da Paraíba, de São Paulo, de Sergipe, do Rio de Janeiro e do Paraná.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de evasão de dívidas, lavagem de dinheiro, além de outros crimes contra o sistema financeiro nacional.

 

  • Redação, com Folha e MaisPB
  • Foto: Reprodução

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