sexta-feira, abril 17, 2026
Politica

Bancadas na Câmara de Campina Grande discutem aumento das taxas de cartório e impacto no setor da construção civil

A Câmara Municipal de Campina Grande realizou sua 23ª Sessão Ordinária, presidida pelo vereador Dinho Papa-Léguas e secretariada por Saulo Noronha. Entre os diversos temas tratados no pequeno e grande expediente, um assunto em especial mobilizou o plenário: a lei que reajusta os preços das taxas de cartório na Paraíba. Diante da medida, os vereadores manifestaram preocupação, gerando consenso entre os parlamentares quanto à necessidade de um debate amplo e de articulação para tentar reverter a decisão da lei.

O vereador Alexandre Pereira aponta o impacto direto que a medida causará tanto aos trabalhadores da construção civil quanto à população que busca realizar o sonho da casa própria. Como exemplo, citou que um imóvel avaliado em R$ 200 mil, que antes gerava uma taxa de emolumento em torno de R$ 4 mil, passará a custar R$ 4.375 após o reajuste. Além disso, apontou que documentos como a segunda via da certidão de casamento, que custavam R$ 100, passarão a ser cobrados por cerca de R$ 130.

O vereador Olimpio Oliveira reforçou a gravidade da situação, lembrando que o tema já havia sido debatido na Câmara em momento anterior, quando o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) agiu para que o projeto fosse submetido a uma audiência pública na Assembleia Legislativa antes de ser votado. Diante disso, o parlamentar demonstrou surpresa com a aprovação e disse que a lei não é do interesse nem dos próprios cartórios. “O sonho da casa própria fica cada vez mais distante para a população”, pontuou.

Pimentel Filho acrescentou que o setor da construção civil necessita de incentivos, e não de novos encargos. O vereador defendeu que, após as discussões na Câmara e diante do apelo do Sinduscon, os parlamentares devem buscar um diálogo com o governador para tentar reverter ou suspender a lei. Pimentel considera que não há justificativa plausível para os aumentos e propôs que o tema se transforme em pauta formal da Casa, com a convocação de representantes políticos, sindicatos da construção civil, sociedade civil e o próprio governador para um debate amplo.

O vereador aproveitou a oportunidade para mencionar seu requerimento endereçado ao governo do estado, à Assembleia Legislativa e ao presidente do Tribunal de Justiça, solicitando que o primeiro casamento seja gratuito para os cidadãos.

 

Foto: Josenildo Costa/Divicom-CMCG

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