segunda-feira, março 23, 2026
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Para não ser cassado, governador do Rio de Janeiro deve renunciar nesta segunda-feira ao cargo

Cláudio Castro (PL) vai renunciar ao cargo de governador do Rio de Janeiro hoje, 23/3, na véspera da retomada do julgamento no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que pode torná-lo inelegível por oito anos.

O que aconteceu
Uma cerimônia de encerramento do governo está marcada para as 16h30 desta segunda-feira, no Palácio Guanabara. A informação foi publicada primeiramente pelo Globo e confirmada pelo UOL. A reportagem apurou que a decisão de renunciar ao cargo vinha sendo debatida internamente desde o início da semana.

Estratégia de Castro mudou após ação do adversário Eduardo Paes.

A ideia inicial do governador era renunciar na sexta passada, sem alarde, via Diário Oficial. A decisão foi alterada depois de Eduardo Paes (PSD) ter feito uma cerimônia de transmissão de cargo na prefeitura da capital.

A renúncia de Castro ao governo do RJ é diferente da transmissão de cargo de Paes.

A reportagem do UOL apurou que o político do PL pretende que a ação contra ele no TSE perca o objeto, já que ele não será mais o governador. Assim, pretende ser o candidato bolsonarista do Rio ao Senado nas eleições deste ano. O ex-secretário estadual de Cidades Douglas Ruas é o pré-candidato do PL ao governo do Rio.

Castro responde por abuso de poder político, econômico e conduta proibida a agentes públicos na campanha de 2024.

Ele e o vice eleito, Thiago Pampolha, que atualmente é conselheiro no TCE (Tribunal de Contas do Estado), foram acusados pelo MPE (Ministério Público Eleitoral). A denúncia aponta irregularidades na contratação de pessoas pela Fundação Ceperj (Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro).

Placar no TSE está 2 a 0 pela cassação de Castro e para torná-lo inelegível.

O tribunal retoma o julgamento nesta terça, após o ministro Kassio Nunes Marques ter pedido vista há duas semanas.

A ação trata de um esquema de cargos secretos revelado em série de reportagens do UOL.

Além de Castro e de Pampolha, há outros 11 réus na ação, incluindo o deputado Rodrigo Bacellar (União), que chegou a ser preso em outra operação e se encontra afastado da presidência da Alerj. Há indícios de que as contratações foram usadas para fins políticos.

O presidente do TJ (Tribunal de Justiça) será o governador do Rio interinamente — já que Castro está sem vice.

Quem assume é o desembargador Ricardo Couto. Ele deve convocar uma eleição indireta para que os deputados da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) elejam o novo governador, que ficará à frente do Palácio Guanabara até janeiro.

Paes critica
Pré-candidato ao governo do Rio pelo PSD, Eduardo Paes criticou a cerimônia de renúncia de Castro. “Encerramento de mandato nada! Trata-se de um governador omisso fugindo da justiça. Fugindo não! Pior! Desrespeitando a justiça com os crimes que cometeu!”, escreveu nas redes sociais hoje.

Não podemos mais permitir que esse tipo de impunidade aconteça. Destruiu com seu grupo o Rio de Janeiro! Não passará impune! E ainda quer fazer o sucessor para continuar aprontando! Tenho certeza de que o TSE não admitirá esse tipo de chicana.
Eduardo Paes

 

  • Fonte: UOL
  • Foto: Agência Brasil

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