Prefeitura de SP fecha centro fundado por padre Júlio que alimenta 450 moradores de rua
A Prefeitura de São Paulo vai fechar o centro comunitário São Martinho de Lima, que distribui diariamente 450 refeições para pessoas em situação de rua na Mooca, zona leste de São Paulo. O centro de convivência existe no local há mais de 30 anos e teve o padre Júlio Lancellotti como fundador —hoje o religioso não tem mais ligação com a administração do espaço.
A gestão Ricardo Nunes (MDB) afirma que a decisão pelo encerramento foi tomada após estudos técnicos e é fruto de um processo de requalificação da rede de assistência social da cidade. Diz ainda que os moradores serão atendidos em outros espaços. “O que podemos garantir é que ninguém vai ficar sem alimentação e sem acolhimento”, afirma a secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Eliana Gomes.
O fechamento, segundo ela, será gradativo e ocorrerá em um mês. De acordo com Eliana, há outros três centros de acolhida na região, que receberão os moradores. O maior deles é o Arsenal da Esperança que tem 1.100 vagas para abrigo noturno e outras 350 para acolhimento diurno e almoço.
Segundo Eliana, um monitoramento identificou que 70% das pessoas atendidas no São Martinho já são recebidas no Arsenal da Esperança durante a noite. A ideia é que elas possam, então, passar o dia e se alimentarem no próprio Arsenal. Para isso, diz a secretária, o local passará a oferecer mais 900 refeições por dia, além das 350 atuais.
“E no Arsenal são oferecidos oficinas e cursos profissionalizantes. A nossa missão é requalificar a rede e desenvolver as potências de melhor atendimento”, diz.
Na região, o fechamento do centro comunitário é visto com apreensão.
- Uol
- Foto: Daniel Protzner/Divulgação


