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Operação Falso Score, de São Paulo, cumpre oito mandados na Paraíba

A polícia civil cumpre, nesta quarta-feira, oito mandados de busca e apreensão na Paraíba, em nova etapa da Operação Falso Score, da Polícia Civil de São Paulo, que apura esquema que utilizaria decisões judiciais para retirar temporariamente restrições de crédito de consumidores e empresas. Esse esquema foi batido de “indústria do limpa nome”. O Grupo Amigos do Consumidor (GAC), na Paraíba, é uma das entidades que estaria atuando na fraude.

O grupo seria responsável pelo ajuizamento das ações no estado e também manteria uma estrutura financeira relacionada à atividade. A apuração indica que consumidores com o nome negativado eram reunidos e inseridos nas ações judiciais coletivas para obter as decisões provisórias.

Sete dos oito mandados foram cumpridos em João Pessoa, nos bairros de Manaíra, Cabo Branco e Tambaú; outro mandado foi cumprido em Cabedelo. A polícia não divulgou os nomes dos investigados. Na Paraíba, a operação apreendeu três veículos, joias, dinheiro, celulares e notebooks. Em São Paulo, também foram cumpridos três mandados de busca e apreensão.

Segundo a polícia, o procedimento permitiria que consumidores e empresas passassem a ser identificados como sem restrições enquanto as decisões judiciais estivessem em vigor. Quando as liminares eram derrubadas, entretanto, as dívidas voltariam a aparecer nos cadastros.

O prejuízo estimado pelas autoridades chega a R$ 130 bilhões em todo o país.

Decisões judiciais 

A investigação já identificou decisões judiciais concedidas na Paraíba que teriam beneficiado milhares de pessoas incluídas nas ações. Segundo informações exibidas pelo Fantástico, da TV Globo, um dos casos envolveria um juiz da comarca de Gurinhém e uma juíza de Caaporã.

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