ColunaGisa Veiga

O perigo do retrocesso

O Brasil está à beira do precipício. O Brasil envergou-se para a extrema-direita na eleição deste domingo. Flávio Bolsonaro (PL) saiu à frente do presidente Lula (PT). E o partido de Flávio fez maioria na Câmara dos Deputados e no Senado.

Vejamos dois cenários:

1) Flávio vence a eleição. Com maioria nas duas casas legislativas, vai (des)governar fácil, fácil. Ele, que não esconde sua subserviência aos Estados Unidos, certamente entregará as terras raras, a Petrobras e quantas outras riquezas que porventura interessem a Donald Trump. Se não acabar, vai congelar os valores do Bolsa Família. Sabe-se lá se não vai acabar com os estímulos para que estudantes com renda insuficiente frequentem e concluam um curso superior. Sabe-se lá quem ele colocará no Supremo Tribunal Federal, também, para facilitar suas pretensões. E talvez faça o mesmo desmonte nas estruturas do Governo Federal que o pai fez. Ah! E mexerá seus pauzinhos para libertar o pai da cadeia e os baderneiros do 8 de Janeiro. E, o pior, poderá repetir o tenebroso feito do pai: recolocar o país no Mapa da Fome. E provocar mais erosão na democracia brasileira.

2) Lula vence a eleição. O país terá a garantia de que não voltará ao Mapa da Fome, os estudantes poderão concluir seus cursos tranquilamente, o Bolsa Família vai permanecer, a taxa de emprego continuará subindo em todo o país, a economia continuará crescendo, o turismo continuará pujante, não passaremos vergonha em eventos internacionais, o Brasil continuará sendo respeitado em todo o mundo e não haverá política entreguista para beneficiar os norte-americanos. O petróleo continuará sendo nosso. Nossas terras raras também. Não seremos colônia americana. Indígenas serão protegidos, os direitos das mulheres e de pessoas negras também. Seremos um país de dar inveja a toda a América do Sul.

Em qualquer dos cenários, a extrema-direita está tomando conta desse país. E, numa eventual nova gestão Lula, os entraves para os projetos do governo serão ainda maiores do que os atuais, haja vista o PL, junto a outros partidos aliados, ter maioria significativa na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, podendo barrar projetos essenciais para a economia e para o bem-estar do povo.

Oremos. E votemos certo no segundo turno.

 

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