quinta-feira, fevereiro 26, 2026
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Exposição encerra atividades de 2025 do programa Renda-se da Fundação Casa de José Américo

A Fundação Casa de José Américo (FCJA) finalizou as atividades de 2025 do programa Renda-se com exposição das peças confeccionadas pelas alunas dos cursos de renda de bilros e renda de filé, destinados para mulheres em situação de vulnerabilidade social e econômica. A exposição contou com a presença da primeira-dama da Paraíba, Ana Maria Sales Lins, que, além de apreciadora da atividade, é uma apoiadora do artesanato paraibano.

1-22-300x226 Exposição encerra atividades de 2025 do programa Renda-se da Fundação Casa de José AméricoA primeira dama enalteceu o trabalho das alunas do Renda-se, agradeceu ao presidente da FCJA, jornalista Fernando Moura, pelo apoio dispensado ao programa e destacou a importância de projetos que promovem o desenvolvimento social e valorizam a cultura através do artesanato. “Estou emocionada e grata ao trabalho das artesãs que se dedicam ensinando outras mulheres. É de uma verdadeira artesã que nascem várias artesãs. Parabéns”, ressaltou, durante a exposição ocorrida na manhã do último dia 19.

Também estiveram presentes ao evento o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba (Secties), Cláudio Furtado, apoiador de projetos realizados pela pasta em parceria com a FCJA; a vice-primeira-dama do estado, Camila Mariz, que destacou ser apreciadora das peças do programa; Tatiana Pimentel, diretora do Presídio Feminino Júlia Maranhão, que também desenvolve um projeto de reabilitação por meio do artesanato em parceria com a FCJA para as mulheres restritas de liberdade, o projeto Reebolar.

De acordo com o presidente da FCJA, Fernando Moura, incentivar projetos como o Renda-se é valorizar e fortalecer o pertencimento cultural desse ofício, preservando os saberes e tradições das rendeiras brasileiras.

A idealizadora do programa, a professora Janete Lins Rodriguez, gerente do Museu casa de José Américo, destacou como prestação de contas das atividades de 2025 a comprovação da profissão dessas mulheres por meio da aquisição da Carteira Nacional do Artesão e Artesã através de programa do governo federal, que formaliza a profissão no Brasil, permitindo-lhes acesso a feiras, capacitações e programas de fomento, lhes possibilitando a independência econômica e, por conseguinte, a cidadania plena.

O programa Renda-se é desenvolvido pela FCJA em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh). A iniciativa tem como objetivo, além de formar as novas rendeiras, valorizar, fortalecer o pertencimento cultural desse ofício e preservar os saberes e tradições das rendas brasileiras.

O programa visa não apenas uma nova aptidão para essas alunas, mas incluir essas mulheres em um contexto de socialização e cultura, proporcionando para elas a oportunidade de uma fonte de renda financeira, como no caso da Fátima Finizola, que chegou no curso com a autoestima baixa, sentimento de inferioridade e sem recursos financeiros para atividades básicas.

“Conviver com mulheres que estavam passando por situações parecidas com a minha através da socialização que o programa proporciona, nos coloca em um estado de progresso pessoal, onde uma pode ajudar a outra e o novo ofício nos leva a uma nova realidade financeira e emocional”, destacou Fátima Finizola, que iniciou o curso em 2023 e hoje já é uma das professoras da oficina.

Com a coordenação da psicopedagoga Katzumy Lia Fook, chefe do Núcleo de Saberes e Fazeres Populares Neuma Fechine da FCJA, o programa conta com aproximadamente 53 alunas, divididas entre turmas especializadas e as aulas são ministradas pelas professoras Roseane da Silva Vicente e Eliete da Silva Vicente, nas oficinas de renda de bilros; e Maria Fialho e Fátima Finizola, nas oficinas de renda de filé.

O Renda-se realiza exposição do acervo feito pelas alunas anualmente, e muitas delas já obtiveram a licença de artesã emitida pelo Cadastro Único de Artesãos do Brasil, do governo federal, por meio da capacitação adquirida no curso. As oficinas são realizadas de forma gratuita e acontecem todas as quartas e quintas-feiras na Fundação Casa de José Américo, localizada à Avenida Cabo Branco, 3336, na orla da capital paraibana.

 

Fotos: Jorge Rezende/FCJA

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