Dino amplia decisão sobre penduricalhos e proíbe novas leis com remuneração que exceda o teto
Dino amplia decisão sobre penduricalhos e proíbe novas leis com remuneração que exceda o teto
- Ministro disse que fez ‘reflexão complementar’ e que é necessário ‘evitar inovações fáticas ou jurídicas’
- Julgamento de referendo da liminar está previsto para a próxima quarta-feira no plenário do STF
O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), proibiu a aplicação ou a edição de novas leis que permitam o pagamento de salários ou de verbas indenizatórias acima do teto constitucional —os chamados penduricalhos, suspensos por ele em 5 de fevereiro.
Dino disse ter feito uma “reflexão complementar” à liminar inicial e que é preciso “evitar inovações fáticas ou jurídicas”, pois isso poderia “embaraçar” deliberações que cabem exclusivamente ao STF.
Na nova decisão, ele afirmou ainda que “é proibido o reconhecimento de qualquer nova parcela relativa a suposto direito pretérito, que não as já pagas na data da publicação da liminar”.
O magistrado lembrou que segue correndo o prazo de 60 dias para que os órgãos da administração pública, de todos os níveis da federação, publiquem as verbas remuneratórias e indenizatórias que despendem, com a indicação específica das leis que as fundamentam.

