segunda-feira, fevereiro 2, 2026
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Campina Grande registra queda de mais de 50% no índice de infestação por Aedes aegypti

A Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande divulgou o resultado do 4º Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2025, que aponta uma redução expressiva de mais de 50% na presença do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. O índice caiu de 5,3%, registrado em julho, para 2,3% agora, colocando o município na faixa de médio risco segundo critérios do Ministério da Saúde.

O levantamento avaliou 63 bairros. Destes, 52 aparecem como médio risco e 11 foram classificados como baixo risco. Nenhuma localidade registrou alto risco. A maior taxa identificada foi no bairro da Liberdade, com 3,7%.

A classificação do Ministério da Saúde utiliza o Índice de Infestação Predial (IIP), calculado a partir da proporção de imóveis com larvas do mosquito. Os parâmetros são:
• Baixo risco: abaixo de 1%
• Médio risco: de 1% a 3,9%
• Alto risco: 4% ou mais

Bairros com baixo risco

Aluízio Campos, Itararé, Jardim Itararé, Liberdade, Santa Terezinha, São José, São José da Mata, Sandra Cavalcante, Tambor, Tropeiros da Borborema e Vila Cabral.

Bairros com médio risco

Acácio Figueiredo, Alto Branco, Araxá, Bela Vista, Bento Figueiredo, Bodocongó, Castelo Branco, Catolé, Centenário, Centro, Cidades, Conceição, Conjunto dos Professores, Cruzeiro, Cuités, Dinamérica, Distrito Industrial, Estação Velha, Galante, Jardim Continental, Jardim Paulistano, Jardim Quarenta, Jardim Tavares, Jeremias, José Pinheiro, Lagoa de Dentro, Lauritzen, Louzeiro, Malvinas, Mirante, Monte Castelo, Monte Santo, Nações, Nova Brasília, Novo Bodocongó, Palmeira, Palmeira Imperial, Pedregal, Prata, Presidente Médici, Quarenta, Ramadinha, Ronaldo Cunha Lima, Santa Cruz, Santa Rosa, Santo Antônio, São Januário, Serrotão, Três Irmãs, Universitário, Vale da Catirina e Velame.

A redução é atribuída ao trabalho contínuo de Vigilância Ambiental e ao engajamento da população. Ao todo, 9.652 imóveis foram visitados. Mesmo com a queda, foram encontrados criadouros em 221 imóveis, principalmente em reservatórios ao nível do chão, como cisternas e tambores. O dado reforça a necessidade de manter ações preventivas contra água parada.

O relatório também destaca redução de 70% nos índices de infestação nos bairros do Cruzeiro, Quarenta, Dinamérica, Santa Rosa, Santa Cruz, Ramadinha e Presidente Médici, antes entre os mais críticos.

O gerente de Vigilância Ambiental, Hércules Lafitte, alerta que a melhora não autoriza relaxamento:
“Esse resultado é fruto do trabalho educativo e de campo das equipes. Mas é essencial que a população mantenha a rotina de cuidados. Essa vitória é apenas um passo.”

Codecom

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