À revelia, tribunal sírio condena Bashar al-Assad à morte por crimes de guerra
O ex-ditador Bashar al-Assad, deposto na Síria, foi condenado à morte, nesta terça-feira, por um tribunal nacional. Ele é acusado de vários crimes de guerra e contra a humanidade, durante a guerra civil que matou centenas de milhares de pessoas e deslocou milhões de sírios desde 2011. Assad é integrante da minoria alauíta, no poder havia 54 anos (primeiro seu pai, Hafez, depois Assad).
O ex-ditador, quando deposto, havia fugido para a Rússia e, atualmente, encontra-se em Moscou.
Em dezembro de 2024, rebeldes comandados pelo novo líder sírio, Ahmed al-Sharaa, tomaram Damasco e encerraram seu regime, após mais de uma década de guerra civil que começou como um levante popular.
Assad Atif Najib, ex-funcionário do regime Assad, também foi condenado por crimes contra a humanidade cometidos quando chefiava a segurança política na província de Daraa, berço do levante de 2011 no país.
O tribunal considerou Najib, primo do líder deposto e preso em janeiro do ano passado, culpado de crimes que incluem assassinato, homicídio doloso de crianças menores de 15 anos e tortura que resultou em morte.
No pós-Assad, centenas de pessoas foram mortas em episódios de violência sectária que provocaram novos deslocamentos e alimentaram a desconfiança de minorias em relação ao governo de Sharaa, que ainda luta para restabelecer a autoridade de Damasco em todo o território.
- Fonte: Folha/UOL
- Foto: Senado Federal

