Tribunal de Justiça da Paraíba apresenta planejamento estratégico para os próximos seis anos
Nesta segunda-feira (31), o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) deu início a uma nova etapa de planejamento institucional com a apresentação do projeto que vai orientar as ações do Poder Judiciário estadual para os próximos seis anos. A proposta tem como referência os 13 macrodesafios estabelecidos pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e busca alinhar prioridades, metas e estratégias para aprimorar a prestação jurisdicional, fortalecer a gestão e ampliar o acesso da população à Justiça.
De acordo com o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, o planejamento pretende estabelecer uma visão de futuro para o Tribunal, com foco em resultados, inovação, eficiência e na oferta de um serviço público cada vez mais próximo das necessidades da sociedade paraibana.
“A primeira reunião sobre o planejamento estratégico reuniu vários desembargadores e os futuros gestores do Tribunal de Justiça da Paraíba. Nesse grande encontro de trabalho, tratamos de como se processará as estratégias a partir de agora, a partir de um processo de continuidade administrativa, cada qual fazendo sua parte, norteada pelas recomendações e orientações do CNJ”, disse o presidente.
O próximo presidente do TJPB, desembargador José Ricardo Porto, reforçou as palavras de Fred Coutinho e afirmou que sua administração será de continuidade. “O que está dando certo, o que está atendendo aos pleitos e os anseios da população, do jurisdicionado, dos próprios juízes e servidores, será mantido. Agora, nossa principal preocupação será o tempo de vida útil dos processos. Vamos priorizar a celeridade processual e a entrega da prestação judicial”, adiantou o desembargador.
“Não existe nada mais constrangedor, incômodo para o juiz, para um desembargador ou servidor da Justiça, quando é indagado em um lugar público sobre a demora na conclusão de um determinado processo. O Poder Judiciário tem obrigação e o dever de prestar um bom serviço ao jurisdicionado e ao povo”, destacou Ricardo Porto.
Para o corregedor-geral de Justiça, desembargador Leandro dos Santos, toda boa gestão tem que estar baseada no planejamento. “Aquele tempo de cada biênio ser uma ilha, onde você definiria os seus objetivos, não existe mais. É preciso planejar, modernizar e trabalhar de forma plural. A ideia é colocar o Tribunal de Justiça da Paraíba entre os melhores do país, sempre voltado à organização, planejamento absoluto e profissionalismo”, pontuou.
Segundo o desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, responsável por apresentar o projeto de planejamento para os próximos seis anos, o aspecto da continuidade administrativa é o grande desafio do Judiciário. “Às vezes, a gente interrompe uma sequência positiva porque outro entendeu ou pensou diferente. Hoje, traçamos uma linha de trabalho para construir esse plano. Os próximos presidentes, corregedores e vice-presidentes se comprometeram a cumprir esse projeto”, afirmou.
Também compuseram a mesa de reunião os desembargadores Carlos Martins Beltrão Filho, Ricardo Vital de Almeida, Aluízio Bezerra Filho, Wolfram da Cunha Ramos, Francisco Seráphico Ferraz da Nóbrega Filho, o presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB), juiz Gilberto de Medeiros Rodrigues, o diretor de Governança do TJPB, Bruno Oliveira, e a gerente de Planejamento do Tribunal, Carol Leal.
Conforme Bruno Oliveira, o planejamento estratégico representa muito mais do que a elaboração de um documento para os próximos seis anos. “Estamos construindo uma visão de futuro para o Tribunal de Justiça da Paraíba. Planejar significa olhar para aquilo que já conquistamos, reconhecer o que precisa ser aperfeiçoado e, principalmente, definir com clareza onde queremos chegar. E isso precisa ser feito de forma responsável, participativa e baseada em evidências”, argumentou.
O diretor de Governança disse ainda que “um dos grandes desafios é transformar estratégia em melhoria efetiva da prestação jurisdicional, como reduzir o tempo de tramitação dos processos, ampliar o acesso à Justiça, melhorar nossos fluxos de trabalho, utilizar melhor os dados, incorporar inovação e tecnologia, qualificar continuamente magistrados e servidores e tornar o Tribunal cada vez mais eficiente e próximo das necessidades da sociedade”.
Segundo Bruno Oliveira, o futuro do TJPB para os próximos seis anos começou a ser construído no dia de hoje. “E, para construí-lo, será fundamental ouvir quem conhece o Tribunal por dentro, quem enfrenta seus desafios diariamente e quem, todos os dias, trabalha para entregar Justiça à sociedade. Portanto, o próximo passo será ouvir servidores, magistrados e representantes da sociedade, com o objetivo de colher subsídios para a construção de um verdadeiro planejamento participativo”, pontuou.
Macrodesafios – Garantia dos direitos fundamentais e dos direitos humanos; Fortalecimento da relação institucional do Poder Judiciário com a sociedade; Agilidade, efetividade e qualidade na prestação jurisdicional; Enfrentamento à corrupção, à improbidade administrativa e aos ilícitos eleitorais; Prevenção de litígios e adoção de métodos adequados para soluções de conflitos; Consolidação do sistema de precedentes obrigatórios; Promoção da sustentabilidade responsabilidade social; Aperfeiçoamento da gestão da Justiça Criminal; Aperfeiçoamento da governança e da gestão; Aperfeiçoamento da comunicação institucional e combate à desinformação; Aperfeiçoamento da gestão de pessoas; Aperfeiçoamento da gestão orçamentária e financeira; e Desenvolvimento ético de soluções de inovação tecnológica e segurança cibernética
- Fonte: TJPB
- Fotos: Ednaldo Araújo/TJPB

