Setor de serviços emprega 15,9 milhões de pessoas no país; Paraíba tem o segundo menor salário médio do setor no Nordeste
A taxa de desemprego do Brasil recuou a 5,3% no trimestre até julho. É o menor patamar para esse intervalo na série histórica iniciada em 2012, apontam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta quinta-feira (27).
O indicador estava em 5,8% nos três meses encerrados em abril, que servem de base de comparação. O novo resultado ficou em linha com a mediana das projeções do mercado financeiro, que também era de 5,3%, conforme a agência Bloomberg.
O setor de serviços da Paraíba ocupava 157.848 pessoas em 16.675 empresas em 2024, com receita bruta de R$ 19,17 bilhões e uma folha de salários, retiradas e outras remunerações de R$ 4,1 bilhões no ano. O salário médio mensal do setor no estado foi de 1,4 salário-mínimo. Os dados são da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) 2024, divulgada pelo IBGE, nesta quinta-feira (27). O levantamento retrata as características estruturais da oferta de serviços não financeiros das empresas brasileiras e passou, nesta edição, por mudanças metodológicas e de classificação de atividades que impedem a comparação dos resultados com os de edições anteriores da pesquisa.
NA PARAÍBA
Em 2024, a Paraíba respondeu por 6,5% do pessoal ocupado e 5% da receita bruta do setor de serviços da Região Nordeste. Em relação ao Brasil, a participação do Estado foi de 1% do pessoal ocupado e 0,5% da receita bruta do setor. Entre os nove estados nordestinos, a Paraíba ocupava a quinta posição em pessoal ocupado no setor de serviços, atrás da Bahia (646 mil pessoas), Pernambuco (479 mil), Ceará (457,3 mil) e Rio Grande do Norte (178,2 mil), e à frente do Maranhão (148,2 mil), Alagoas (138,2 mil), Piauí (127,1 mil) ue Sergipe (104,5 mil).
Em 2024, as empresas paraibanas do setor de serviços somavam 16.675 unidades, responsáveis por 157.848 pessoas ocupadas. Os Serviços profissionais, administrativos e complementares lideravam em ambas as variáveis, com 6.931 empresas e 84.108 pessoas ocupadas, mantendo a maior concentração tanto de negócios quanto de trabalhadores do setor. Os Serviços prestados às famílias ocupavam a segunda posição nos dois indicadores, com 4.437 empresas e 31.610 pessoas ocupadas.
O setor de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, com apenas 997 empresas, o terceiro menor número entre os segmentos em número de empresas, ocupava a terceira posição em pessoal ocupado, com 14.954 pessoas, superando os Serviços de informação e comunicação (1.647 empresas e 13.046 pessoas ocupadas) e as Atividades imobiliárias que, mesmo reunindo mais empresas (1.147) do que Transportes, respondiam por apenas 3.287 pessoas ocupadas, a menor cifra entre os sete segmentos pesquisados.
A comparação entre a participação de cada segmento no número de empresas e no pessoal ocupado evidencia diferenças relevantes no porte médio dos negócios que compõem o setor de serviços paraibano.
Os Serviços profissionais, administrativos e complementares, embora reunissem 41,6% das empresas do setor, concentravam 53,3% do pessoal ocupado e 48,6% da folha salarial, sinal de que essas empresas tendem a ser maiores que a média. Movimento oposto ocorreu nos Serviços prestados às famílias, segundo maior segmento em número de empresas (26,6%), mas responsável por 20% do pessoal ocupado e 16,8% dos salários, o que reflete o peso de pequenos negócios nesse grupamento.
Já os Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio reuniam apenas 6% das empresas do setor, mas respondiam por 19,4% da receita bruta, a terceira maior participação entre os segmentos, atrás somente dos Serviços profissionais, administrativos e complementares (33,7%) e dos Serviços prestados às famílias (19,6%), o que indica atividades de maior faturamento médio por empresa. Na outra ponta, as Atividades imobiliárias, apesar de concentrarem 6,9% das empresas paraibanas, responderam por apenas 2,1% do pessoal ocupado e 1,5% dos salários do setor, as menores participações entre os sete segmentos pesquisados, e por 2,7% da receita bruta, patamar também baixo, superior apenas ao dos Serviços de manutenção e reparação (1,9%).
Paraíba tem o segundo menor salário médio do setor de serviços do Nordeste
Em 2024, o salário médio mensal do setor de serviços não financeiros na Paraíba foi de 1,4 salário-mínimo, valor abaixo da média do Nordeste (1,6) e da média nacional (2,2). Entre as 27 unidades da federação, o estado teve o segundo menor salário médio do país, à frente apenas do Piauí (1,2) e empatado com Roraima (1,4). Na comparação com os demais estados nordestinos, a Paraíba superou somente o Piauí, ficando abaixo do Rio Grande do Norte (1,5), Sergipe (1,5), Ceará (1,6), Alagoas (1,6), Maranhão (1,6), Pernambuco (1,7) e Bahia (1,7). Os maiores salários médios do país foram registrados em São Paulo (2,7), Rio de Janeiro (2,4) e no Distrito Federal (2,4).
A divisão de Serviços de informação e comunicação registrou o maior salário médio entre os grandes segmentos em 2024 (2,2 salários-mínimos), seguidos pelos Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,9). Dentro deste último, havia forte heterogeneidade entre os grupamentos: Outros transportes teve o maior salário médio entre todas as atividades pesquisadas (4,8), seguido pelo Correio e outras atividades de entrega (2,6) e pelo Armazenamento e atividades auxiliares aos transportes (1,7). Já o Transporte rodoviário, que concentrava o maior contingente de pessoal ocupado do grupamento (9.686 pessoas), teve salário médio de 1,6 salário-mínimo.
Em contrapartida, diversas atividades ficaram abaixo da média estadual em 2024. As Atividades imobiliárias tiveram o menor salário médio entre os segmentos pesquisados na Paraíba (1 salário-mínimo), seguidas pelos Serviços prestados às famílias (1,2), puxados para baixo pelas Atividades culturais, recreativas e esportivas e pelos Serviços de alojamento e alimentação, ambos com salário médio de 1,1.
Os Serviços profissionais, administrativos e complementares, maior empregador do setor, tiveram salário médio de 1,3, e os Serviços de manutenção e reparação, de 1,4, praticamente no mesmo patamar da média estadual.
- Fonte: IBGE
- Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

