Justiça fecha o cerco em torno de Vitalzinho e confisca 4 milhões do ainda ministro do TCU

Mesmo que a passos de cágado a Justiça vem fechando o cerco em torno do ministro do TCU, Vital do Rego Filho, revelando detalhes de sua trajetória como senador onde e quando Vitalzinho teria se empanturrado de propina na época em que presidia a CPI que apurava irregularidades na Petrobras.

De acordo com informações que circularam intensamente a época dos acontecimentos Vitalzinho agia em parceria com o também senador Gim Argello condenado e preso por determinação do juiz Sérgio Moro.

Vital debaixo das lentes dos investigadores

Vitalzinho é irmão do senador paraibano Veneziano Vital do Rego cuja esposa Ana Cláudia concorre a prefeitura de Campina Grande e vem terraplanando sua candidatura com ataques diários, contundentes e impiedosos a administração do prefeito Romero Rodrigues mesmo o cunhado envolvido em situações escabrosas como a revelada pela Operação Ombro a Ombro.

Os irmãos Vital são referência no tumultuado mundo das denúncias sobre irregularidades na condução da coisa publica e protagonistas de fatos que desnudam o discurso moralista herdado de antepassados cuja memória costuma ser cultuada nos padrões americanos com homenagens e solenidades semelhantes as dedicadas aos grandes vultos daquele país, mas que aqui ocorre sem respeito as devidas proporções, o que termina por emprestar uma conotação ridícula as essas pretensões de imortalidade e grandeza.

Gim e Vital, verdadeira dose dupla na CPI da Petrobras

Na matéria que transcrevemos abaixo veiculada no Blog de Helder Moura predomina a realidade e toda aura de respeitabilidade que o clã campinense costuma trombetear incessantemente se esvai diante das denúncias demolidoras coletadas pelos investigadores da Operação Ombro a Ombro.

OPERAÇÃO OMBRO A OMBRO Justiça bloqueia R$ 4 milhões de Vital do Rego e PF cumpre 15 mandados de busca e apreensão na Paraíba e Brasília

O ministro Vital do Rego (Tribunal de Contas da União) está de novo no olho do furacão, com a deflagração da Operação Ombro a Ombro, que é um desdobramento da Lava Jato (73ª fase). Na manhã desta terça (dia 25), a Polícia Federal realizou 15 mandados de buscas e apreensão em Brasilia, Cabedelo, Campina Grande e João Pessoa, em imóveis de Vital, após a Justiça determinar o bloqueio de R$ 4 milhões em bens do ex-senador paraibano.

A Operação Ombro a Ombro investiga o pagamento de propinas para que empreiteiras fossem blindadas em investigações na CPI da Petrobrás, da qual Vital do Rego foi presidente EM 2014, antes de deixar o Congresso para assumir a vaga no TCU. Segundo o Ministério Público Federal, propinas foram paga pela OAS, conforme delação premiada do ex-executivo da empresa, Léo Pinheiro.

As propinas, de acordo com as investigações, foram pagas por uma empreiteira por meio de doações ao PMDB e por repasses a empresas sediadas na Paraíba. Em seu despacho, a juíza federal Gabriela Hardt (Curitiba) informou que, por solicitação do MPF, os mandados de buscas deveriam ser direcionados “à estação de trabalho ocupada por Alexandre Almeida no gabinete de Vital do Rego no TCU”.

Durante a CPI – Segundo o MPF, “fora das dependências do Congresso Nacional, sem registro e às escondidas, Vital do Rego e Gim Argello, naturais investigadores, apresentaram aos seus investigados, no caso Léo Pinheiro e Júlio Camargo propostas de obstrução dos trabalhos da Comissão, que incluíam a ausência de convocação dos empresários para prestarem depoimento e a elaboração do relatório final sem referência às empreiteiras e seus
executivos“.

Investigações – Conforme as investigações, teriam sido celebrados contratos fictícios da OAS com a empresa Câmara e Vasconcelos para viabilizar a entrega de R$ 2 milhões em espécie em benefício de Vital, então candidato a governador. Houve ainda e a celebração de contrato superfaturado pela empreiteira com a Construtora Planície para o repasse de R$ 1 milhão.

Assim, recursos indevidos pagos pela OAS à Câmara e Vasconcelos e à Construtora Planície foram repassados a Alex Antônio Azevedo Cruz, Alexandre Costa de Almeida, João Monteiro e Dimitri Chaves Gomes Luna, todos diretamente ligados a Vital. Na OAS, houve a participação ativa de dois ex-executivos da empresa ligados ao setor específico da empreiteira para pagamentos de propina, denominado “controladoria”.

Vital – Em nota à Imprensa, o ministro disse que causou “estranheza e indignação o fato de que a denúncia nasceu de um inquérito, aberto sem autorização do STF, Corte esta que ainda aprecia recurso contra a remessa da investigação para Curitiba/PR, em uma clara usurpação da competência do Supremo Tribunal Fede

Redação com Blog de Helder Moura