IFPB tem R$ 4,4 milhões bloqueados, e UFCG, R$ 5,6 milhões

Duas das universidades paraibanas atingidas pelo novo contingenciamento de verbas para a Educação, imposto pelo presidente Jair Bolsonaro, somam cerca de R$ 6 milhões 500 mil em bloqueios. São elas o Instituto Federal da Paraíba (IFPB) e a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) não informou o montante bloqueado. Em todo o país, o bloqueio foi de R$ 244 milhões. Mas entidades ligadas ao ensino superior estimam que o valor pode chegar a R$ 1,68 bilhão.

O contingenciamento gerou protestos entre deputados estaduais da Paraíba, que fizeram pronunciamentos, ontem, da tribuna da Assembleia Legislativa lamentando a medida. Em nota, o MEC disse que “recebeu a notificação do Ministério da Economia a respeito dos bloqueios orçamentários realizados”. Acrescentou ainda que “mantém as tratativas junto ao Ministério da Economia e à Casa Civil para avaliar alternativas e buscar soluções para enfrentar a situação”.

Só no IFPB, o montante bloqueado foi de R$ 4.488.090,41. Em junho, a instituição também foi alvo de contingenciamento, quando foram bloqueados mais de RS 5,6 milhões. Na prática, são mais de R$ 10 milhões em recursos bloqueados em menos de seis meses. Em nota, o IFPB afirma que o novo bloqueio representa mais um revés e “compromete ainda mais as ações da instituição”. Ainda segundo o documento, foi bloqueado todo o saldo que havia no caixa para arcar com despesas relacionadas ao consumo de energia elétrica, contratos com empresas terceirizadas, compras de equipamentos, entre outros.

“A reitora do IFPB, Mary Roberta Meira Marinho, e todos os demais reitores dos institutos federais estão tentando negociar com o Governo Federal uma alternativa aos cortes, para evitar prejuízos ao funcionamento adequado dos campi da Instituição e de comprometimento da qualidade dos serviços ofertados”, diz trecho da nota. O IFPB também manifestou, por meio do documento, “sua objeção ao recente bloqueio de recursos”, e reiterou “a necessidade de recomposição orçamentária imediata”.

Já na UFCG, o estorno no limite de empenho da instituição foi de R$ 1.984.722,09. O bloqueio, segundo nota assinada pela reitora em exercício Maria Angélica Sátyro Gomes Alves, cria uma situação grave e “afeta diversos compromissos com despesas discricionárias de custeio planejadas para o exercício 2022”, como bolsas estudantis, contratos administrativos, entre outras.

 

Da Redação, com jornal A União