Grupo da Bengala insiste e persiste peitar a autoridade do governador

Ainda persiste nos bastidores da Policia Militar um movimento de insubordinação com ranço de golpe para que um grupo de oficiais já denominado de grupo da bengala, em tom jocoso, permaneça em atividade obstruindo a renovação natural da instituição atrofiada por manobras solertes, que se arrastam por mais de 10 anos, numa evidência de que, a instituição transformou-se em coisa pessoal, particular, onde só prospera e sobrevive quem vive debaixo dos coturnos do alto comando.

 

Eles têm medo da reserva

A princípio, uma Medida Provisória matreiramente concebida alongava os anos de permanência deste grupo de oficiais privilegiados que, por anos deu sustentação aos interesses personalistas de um comando que estruturou a corporação para se eternizar.

Revogada a medida de tão acintosa era aos interesses gerais da Polícia Militar, um trabalho de sapa teve início com o objetivo de peitar e minar a autoridade do governador agora visto como inimigo do grupo da bengala, que gravita em torno do alto comando.

Pareceres, os mais esdrúxulos, começaram a pipocar partindo de procuradores que deviam a principio defender a legalidade atropelada escandalosamente pela MP da Bengala como ficou conhecida à medida que tanto rebuliço causou e que levou o governador a revogação diante do clamor geral.

De tão conflitante com a Lei e com a medida sanativa tomada pelo governador João Azevedo há quem defenda a convocação desses procuradores para explicarem as razões para emitirem pareceres tão contraditórios a autoridade governamental e tão de acordo com esse poder paralelo investido na Polícia Militar que faz dela um órgão estanque dentro da estrutura administrativa do estado, onde as ordens de Sua Excelência não causam efeito nem repercussão.

Esse gesto de irresignação do Grupo da Bengala tem sido encarado como manifestação de um grupo cujo poder tornar sem poder o poder do governador diante do Poder que servem e que obedecem e que se manifestava nas sombras, mas que, diante da complacência e tolerância com os abusos e insolências começa agir afrontosamente peitando e chamando a terreiro a maior autoridade do Estado.

Esse pessoal da bengala perdeu a noção de disciplina e hierarquia ao desconhecer a condição de comandante maior do Governador e ao afrontar sua autoridade insistindo em legalizar privilégios, supostamente como retribuição a todos os favores que receberam e dos quais não querem se afastar.

Agindo assim revelam o pavor de não amargar o mundo de dificuldades que os colegas da reserva encaram inapelavelmente.