Final de semana violento comprova que o comandante da PM perdeu o controle da tropa; onda de assaltos e tiroteios transforma JP em cenário de guerra

Ainda sob o impacto da violência que aterrorizou moradores do bairro de Jaguaribe e adjacências na madrugada do sábado e que deixou perplexa e estarrecida a população da capital paraibana pela demonstração do poderio bélico de facções criminosas, em conflito, o episódio tem facetas que, só depois de cessado o tiroteio recolhido os mortos, podem ser avaliados com a necessária frieza e com o devido discernimento para se entender o que de fato aconteceu, removendo o oportunismo solerte de certas autoridades, capazes de tentar tirar proveito de tragédias como a da favela Paulo Afonso, onde o saldo de mortos revela a guerra urbana travada na periferia da cidade estimulada pela inoperância do aparelho de Segurança.

Enquanto a tropa pede sua exoneração, Euller faz de conta que comanda

O que primeiro salta à vista de todos e chama a atenção de especialistas é a capacidade bélica dos marginais, ostentando armamento de fazer inveja ao aparelho de segurança do Estado cuja incapacidade de enfrentamento foi reconhecida pelo ex-governador Ricardo Coutinho, quando do episódio da invasão do PB 1, outro espetáculo de violência que envergonhou a Paraíba nacionalmente e cuja intensidade do tiroteio pode ser comparada ao que se viu na madrugada deste sábado.

Nos muitos vídeos que circulou e circula na internet nenhum registra a presença das forças policiais evocadas pelo comandante geral da Polícia, um notório farsante a querer tirar proveito de tudo e de tentar reverter o que confirma sua incompetência como comandante.

Uma das vítimas do confronto d madrugada do sábado

Todas as fontes consultadas pelo Jampanews negam o confronto alardeado pelo comandante entre as ditas forças especiais e as facções cujo embate só terminou por consequência das muitas baixas e coube a polícia apenas recolher os corpos.

Como prova definitiva de que não houve confronto entre essas alardeadas forças especiais e as facções que se estraçalharam em Jaguaribe muitos argumentos.

Um deles, de um oficial superior que enfatiza ter que haver um boletim registrando as mortes por enfrentamento com guarnição policial, o que não existiria.

Depois a impossibilidade de locomoção de uma das forças aludidas – a de caatinga – cuja sede do efetivo obviamente teria que ser na região de caatinga, o que impossibilitaria sua presença no cenário do confronto a não ser que tudo tivesse sido combinado.

Oficiais e praças exigem o aprofundamento das investigações sobre as relações dos dois

Além do mais, não há como essas forças policiais enfrentar em condições de rechaçar o que foi apresentado em termos bélicos pelas facções, usando munição de 7.52 traçante, o que não existe no arsenal das forças policiais do estado como já foi reconhecido pelo ex-governador quando da invasão do PB1.

Portanto, como afirmaram experientes oficiais da PM, que não acobertam as versões cavilosas do comandante geral e reconhecem a incapacidade do armamento policial do estado – não houve confronto entre policiai e bandidos e os mortos apresentados foi saldo do conflito entre as facções e o comandante estaria mentindo descaradamente para a sociedade no intuito de mostrar uma eficiência que o estado não tem e que já foi amplamente reconhecido pelo ex-governador Ricardo Coutinho.

A se confirmar a versão do comandante de que houve enfrentamento e a intervenção das forças policiais tão pomposamente identificadas por siglas retumbantes encerrou o confronto é de se perguntar por que então a mesma reação não ocorreu no episódio do PB1, quando a potência de fogo dos invasores teria sido a mesma desta madrugada de sábado e a incapacidade bélica, das forças policias reconhecida pelo então governador Ricardo Coutinho.

Alguém está mentindo e mentido de forma deslavada.

Pandemônio

Mas não cessou a onda de violência que tomou conta da capital paraibana e, na noite do domingo um tiroteio no Alto do Mateus feriu três pessoas, entre elas uma criança demonstrando que a greve branca da Polícia está deixando desprotegida a população de João Pessoa e não serão as fantasiosas operações do comandante, agarrando-se ao cargo desesperadamente, que vão garantir segurança a população aterrorizada.

Na manhã desta segunda uma posto foi explodido nas Três Lagoas

Para demonstrar que a cidade está desprotegida na manhã desta segunda-feira um posto de gasolina foi explodido nas Três Lagoas e até o momento não se tem noticias sobre os autores da ação criminosa.

Repúdio Geral

Repudiado por oficias e praças, o comandante insiste em divulgar operações policiais no intuito de ludibriar o governador passando a impressão de que tem o controle da situação quando se sabe, por vídeo veiculado na internet pelo sargento Sóstenes, que ele não tem mais o controle da tropa e que a instituição exige sua exoneração imediatamente.

O final de semana foi de tiroteio intenso contra o comandante tão intenso quanto o promovido pelas facções criminosas pedindo sua exoneração pela exaustiva demonstração de incompetência e de intrincadas relações com a quadrilha do ex-governador Ricardo Coutinho a quem serviu com extremada dedicação como ressalta em postagem nas redes sociais.

Para militares de todas as graduações, o comandante geral não detém mais moral e autoridade para continuar no cargo e suas implicações com a organização criminosa, que se instalou no estado, precisam ser investigadas a fundo.

Esta marcada para esta terça-feira mais uma concentração de militares no centro da cidade e um dos itens da pauta seria a exoneração imediata de Euler do comando da Polícia Militar por evidências fortíssimas de seu envolvimento com a quadrilha desbaratada pelo Gaeco.

Enquanto isso, a c população permanece à mercê da violência que a estupidez e a bajulação adubaram todo esse tempo.