Abutres do PDT em pânico depois de incendiarem a floresta; Lígia e Damião tocaram fogo no próprio rabo

Se o pedido de impeachment encaminhado pelo deputado Walber Virgulino não serviu para nada – e se é nulo ou não do ponto de vista jurídico como enfatiza a nota assinada por doze presidentes de partidos – serviu pelo menos para retirar do silêncio oportunista o casal Feliciano a espreitar como abutres a decomposição moral e política da gestão de João Azevedo.

Aos poucos e aos tropeços, João vai se distanciando dessa trincheira

Enquanto João agonizava solitário corroído pela herança maldita deixada por Ricardo Coutinho e pelas consequências de sua hesitação em amputar o que resta da organização criminosa na gestão, o casal estimulava notas em espaços da imprensa onde a equipe de Governo de Lígia já estava sendo montada para assumir logo que o STJ declarasse o afastamento de João do Governo como trombeteavam.

Por todo esse tempo em que João se debatia no mar de lama que a Calvário revelou e que terminou por tragar politica e moralmente o PSB, o casal manteve um silêncio conivente em expectativa para pressentir o sopro do vento até entender que ele varreria a todos do tombadilho como efeito do requerimento de Virgulino Lampião.

Sem esse apoio, o Governo de João vai ficar à deriva

Só depois de constatar que a herança de Ricardo também contempla Lígia e que ninguém mais do que ela referendou todo descalabro promovido pelo chefe da organização criminosa na condição de vice em muitas oportunidades como titular do Governo, é que o casal acordou e saiu em defesa daquilo que já havia abandonado à própria sorte.

A probabilidade de prosperar do impeachment para autoridades do Direito é quase zero diante da intempestividade do requerimento e de sua inconsistência jurídica, mas aponta uma solução política desde que João Azevedo persista na sua hesitação de varrer de sua gestão o que resta da quadrilha socialista e abrir espaços para a gula fisiológica do novo partido obviamente o mais interessado em que os cargos – ainda nas mãos de irrecuperáveis aliados do chefão da organização criminosa – sejam repartidos com a legenda carente e sem acesso ao Governo impedida pela infiltração de gente que participou ativamente do esquema que assaltou os cofres públicos.

Eles anunciaram a formação de um novo Governo

Acreditar agora na fidelidade do casal Feliciano seria o cúmulo da ingenuidade mesmo para um neófito como João Azevedo relutando em se livrar do que resta de criminoso na sua gestão.

Por trás da nota percebe-se o receio e a compreensão de que, o requerimento não foi iniciativa isolada, mas algo pensado e arquitetado para inquietar o governador e mostrar que depois de Dilma qualquer um pode se tornar refém do parlamento seja municipal, estadual ou federal, e que, em cada um desses redutos tem gente com capacidade para manusear as velhas e temidas pautas bombas, capazes de legitimar qualquer impeachment.

Doze partidos repudiam pedido de impeachment contra João Azevêdo e Lígia Feliciano

Presidentes de doze partidos divulgaram, neste sábado (8), nota de solidariedade ao governador João Azevêdo (Cidadania) e a vice-governadora Lígia Feliciano (PDT) alvos de processo de impeachment protocolado na última quarta-feira (5) pela oposição na Assembleia Legislativa.

A nota diz que o pedido é baseado em “acusações infundadas e desrespeitosas” e é assinada pelos presidentes estaduais do PCdoB, Cidadania, DEM, Avante, PT, PTB, Republicanos, Rede, PL, Podemos, PMN e PDT.

Em um dos trechos, os presidentes destes partidos afirmam que o pedido de impeachment é “uma peça jurídica nula de direito, que não aponta um único crime de responsabilidade aos dois gestores e muito menos qualquer ato irregular cometido no exercício do atual mandato do governador e da vice-governadora, como prevê, para estes casos, as Constituições Estadual e Nacional”.

Confira na íntegra:

NOTA DE SOLIDARIEDADE AO GOVERNADOR JOÃO AZEVÊDO E À VICE-GOVERNADORA LÍGIA FELICIANO

Os partidos abaixo relacionados, por meio de seus presidentes estaduais, vêm a público prestar a mais irrestrita solidariedade ao governador João Azevêdo e à vice-governadora Ligia Feliciano, pelas acusações infundadas e desrespeitosas contidas em um processo de impeachment dado entrada na Assembleia Legislativa do Estado.

Trata-se de uma peça jurídica nula de direito, que não aponta um único crime de responsabilidade aos dois gestores e muito menos qualquer ato irregular cometido no exercício do atual mandato do governador e da vice-governadora, como prevê, para estes casos, as Constituições Estadual e Nacional.

Trata-se, na verdade, de uma tentativa clara em procurar desestabilizar o Governo do Estado, justamente quando a Paraíba vive um dos seus melhores momentos administrativos, com uma gestão fiscal rigorosa, equilíbrio absoluto nas contas públicas reconhecido pelo Tesouro Nacional, pagamento em dia de seus funcionários e fornecedores e, ainda, permitindo que, ao contrário da grande maioria dos estados brasileiros e do próprio Governo Federal, conceda aumento salarial aos servidores públicos acima da inflação.

Todo esse ambiente proporciona atração de novos investimentos privados, além do próprio Governo realizando centenas de obras no estado que geram desenvolvimento com inclusão social distribuído por todas as regiões do território paraibano.

Diante disso, cabe questionar o seguinte: a quem interessa e porque interromper a normalidade democrática e gerar um clima de profunda instabilidade política e social no Estado da Paraíba.

Gregória Benário Lins e Silva
Presidente do PCdoB
Ronaldo Sérgio Guerra Dominoni
Presidente do CIDADANIA
Efraim de Araújo Morais
Presidente do DEM
Renato Costa Feliciano
Presidente do PDT
Lídia de Moura Silva Cronemberger
Presidente do PMN
Genival Matias de Oliveira Filho
Presidente do AVANTE
Joseildo Alves dos Santos
Presidente do PODEMOS
José Wilson Santiago
Presidente do PTB
Hugo Motta Wanderley da Nóbrega
Presidente do REPUBLICANOS
Jackson Azevedo de Macedo
Presidente do PT
José Wellington Roberto
Presidente do PL
Gérson Batista de Vasconcelos Coordenador da REDE
As informações são do Mais PB