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Campina Grande faz 162 anos com cultura que vai muito além do São João

Do Festival de Inverno à música, teatro e cultura popular, produção artística ocupa diferentes espaços da cidade durante todo o ano

Campina Grande chega aos 162 anos de emancipação política neste domingo (11) carregando uma identidade cultural que ultrapassa os mais de 30 dias de festa do Maior São João do Mundo. O evento junino é a principal vitrine turística da cidade, mas está longe de representar sozinho a produção artística da Rainha da Borborema.

Quando o Parque do Povo deixa de receber os grandes shows e a movimentação de turistas diminui, outros espaços continuam recebendo artistas, grupos culturais, músicos, atores, dançarinos e produtores.

Um dos exemplos mais consolidados é o Festival de Inverno de Campina Grande, que em 2026 chegou à sua 51ª edição. A programação deste ano reuniu música, teatro, dança, cinema e cultura popular em espaços como o Parque Evaldo Cruz, Teatro Municipal Severino Cabral, Feira Central e Praça da Bandeira.

A trajetória do festival ajuda a dimensionar essa relação da cidade com a cultura. Em 2025, o evento havia celebrado 50 anos de história, reunindo diferentes linguagens artísticas e artistas locais, nacionais e internacionais.

Uma cidade que produz além do forró

A força cultural de Campina Grande também aparece na diversidade de manifestações que ocupam a cidade. A tradição do forró e dos festejos juninos convive com outras expressões musicais, artes cênicas, cultura popular, produção audiovisual e iniciativas ligadas à formação artística.

Essa diversidade é importante porque ajuda a tirar a cultura campinense da lógica de uma única temporada. O calendário cultural da cidade apresenta atividades em diferentes períodos e equipamentos, permitindo que artistas e grupos mantenham suas produções para além do ciclo junino.

A própria programação do Festival de Inverno de 2026 mostrou essa variedade ao reunir artistas e grupos de diferentes trajetórias e linguagens, incluindo música paraibana, espetáculos de dança, teatro, cinema e manifestações da cultura popular.

Aniversário também vira palco

A comemoração dos 162 anos reforça essa característica. Na segunda-feira (12), a programação cultural preparada para celebrar o aniversário terá Geraldo Azevedo, Camerata Parahyba, músicos do PRIMA e dez cantoras campinenses no Espaço Cultural Shaolin, no Centro de Convenções Antônio Vital do Rêgo. A entrada será gratuita, mediante retirada de ingressos.

A programação começa às 19h com o concerto “PRIMA – Elas Cantam Campina”, reunindo vozes ligadas à cena musical da cidade. Geraldo Azevedo e a Camerata Parahyba encerram a noite.

Mais do que uma programação comemorativa, o calendário reforça uma característica que acompanha Campina Grande ao longo de sua história: a capacidade de transformar diferentes espaços da cidade em pontos de encontro entre artistas e público.

O São João continua sendo a maior vitrine dessa vocação e um dos principais símbolos de Campina Grande. Mas, passados os festejos juninos, a cidade não fica em silêncio.

A música continua. O teatro continua. A dança, o cinema e a cultura popular continuam encontrando espaço.

A festa que tornou Campina Grande conhecida nacionalmente dura pouco mais de um mês. A produção cultural da cidade, não.

Fonte: G1 Paraíba, Prefeitura de Campina Grande e Governo da Paraíba

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