Sobe para 31 o número de casos suspeitos de varíola dos macacos

A Paraíba tem 31 casos suspeitos de monkeypox, mais conhecida como varíola dos macacos, em investigação, de acordo com o relatório da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB), divulgado ontem. O primeiro caso da doença foi confirmado no último dia 4, em João Pessoa, e outras duas suspeitas foram descartadas. A capital paraibana é a principal em números de casos investigados, totalizando 16 deles.
A SES-PB também divulgou ontem uma nota informativa relativa à prevenção da varíola dos macacos. De acordo com a secretaria, o objetivo é informar a população acerca dos cuidados básicos necessários para prevenir o contágio, além de formas de tratamento e dos sintomas que indicam um possível agravamento.
A chamada varíola dos macacos é uma doença causada pelo Monkeypox Vírus (MPXV) e possui uma apresentação clínica similar à varíola, porém com agravo sendo menos transmissível e menos grave. Entre humanos, a transmissão acontece através de contato direto ou indireto com fluidos corporais, sangue, mucosa de animais infectados e/ou por lesões de pele. O período de incubação da doença varia de sete a 14 dias, podendo chegar até 21.
Segundo a secretária da Saúde, Renata Nóbrega, não é preciso haver pânico, afinal, a doença possui tratamento sintomático. Ela ressalta também que, em casos de contágio, a prioridade é manter o isolamento para não contaminar outras pessoas. Pacientes que tiverem agravamento da doença devem procurar atendimento médico para que o caso seja notificado e investigado a partir da coleta de exames, além do acompanhamento direto da rede de saúde em relação à evolução do caso.
Outras recomendações estão relacionadas à necessidade de evitar contato com pessoas que tiveram o diagnóstico positivo, bem como a ênfase na higienização das mãos. “A orientação é não compartilhar alimentos, objetos de uso pessoal, talheres, pratos, copos, toalhas ou roupas de cama. Entretanto, estes itens poderão ser reutilizados após higienização com detergente comum. Apesar do Monkeypox não ser tão infeccioso como outros vírus, a exemplo do causador da Covid-19, o MPXV é disseminado pelo trato respiratório e o uso de máscaras também contribui na contenção do vírus”, explicou Nóbrega.
Em casos de suspeita, o cidadão pode procurar as Unidades de Atenção Básica de Saúde (UBSs) ou as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Lá, os profissionais estão preparados para seguir o protocolo de assistência, conduta e notificação dos casos de monkeypox, além das orientações de isolamento domiciliar ou regulação de casos que necessitem de assistência hospitalar.
Os principais sintomas são dor de cabeça, febre, dores musculares, calafrios, exaustão, dores nas costas e adenomegalia, que se caracteriza como o aumento dos linfonodos do pescoço. Segundo informações da SES-PB, a doença possui fases com início de febre entre um a três dias, com o surgimento de erupções na pele. Além disso, ela pode ser grave em alguns grupos como crianças, gestantes e imunossuprimidos.
A nota informativa da secretaria também relembra que não há tratamento específico para a varíola dos macacos, mas os sintomas tendem a desaparecer naturalmente. “Porém, pacientes com a doença podem exigir cuidados clínicos sintomáticos ou de suporte para prevenir e ou controlar a doença e complicações graves”, completou a SES-PB. Renata Nóbrega ainda afirmou que não há vacinação disponível para a população em massa em relação à doença, até o momento.
TRANSCRITO DO JORNAL A UNIÃO