Sílvio Porto, o Cavaleiro da Magistratura paraibana; as mesas e as tribunas choram de saudade

Hoje se comemora 36 anos da morte de uma das personalidades mais emblemáticas da magistratura paraibana – Sílvio Pélico Porto. Nascido em Guarabira, Sílvio marcou sua passagem na terra com o garbo que só a grandeza de espirito propicia; e sua força moral era de tal envergadura que na sua órbita gravitava o que tinha de melhor da inteligência desta Filipeia quatrocentona.

Um cavaleiro na melhor acepção de Cervantes

Homem sem vaidades, de personalidade afável, cortes, distribuía sua inteligência e conhecimentos nos mais diversos recantos desse estado e, em particular desta cidade, onde pontificava das tribunas às mesas dos bares, sempre cercado de intelectuais, ansiosos para desfrutar de sua convivência esclarecedora, generosa e bonachona.

Era quase um mito da vida pública paraibana e seu talento serviu a muitas gestões em cargos de relevância de onde encontrava soluções brilhantes para os muitos problemas do estado.

Humanista, com essa postura defendeu fracos e oprimidos, o que lhe rendeu retaliações, as mais mesquinhas, de inspiração autoritária, quando perdeu seus direitos políticos como deputado e professor da UFPB.

Conservou essa postura de cavaleiro andante por toda vida cuja armadura jamais despiu diante dos desafios que a vida lhe impôs, e com sua lança enfrentou moinhos e gigantes na melhor interpretação de Cervantes.

Silvio Porto foi redimido por Tarcísio de Miranda Burity que o nomeou desembargador para brilho e honra da Justiça paraibana.

Familiares e amigos recordam hoje sua passagem gloriosa e suas virtudes celebradas como patrimônio de um estado cada vez mais carente de personalidades como a deste Senhor que soube ser tudo na vida sem perder a humildade.

Um brinde ao boêmio sóbrio, que abrilhantou as mesas e iluminou as mentes e as noites desta cidade.

Ave, Sílvio!