Paraíba investiga 37 casos suspeitos de Monkeypox; três casos são em crianças

Sobe para 37 o número de casos suspeitos de Monkeypox, popularmente conhecida como Varíola dos Macacos, em investigação na Paraíba. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES), 18 cidades paraibanas apresentam casos em investigação. João Pessoa concentra a maioria dos casos, com 16 registros, além de possuir a primeira e única confirmação de caso no Estado.

Além dos 16 casos em investigação, João Pessoa registra três casos descartados. Além da capital, apresentam casos em investigação os municípios de Campina Grande, Gurinhém, Ingá, Monteiro e Santa Rita (dois casos cada); Araçagi, Belém, Coremas, Cruz do Espírito Santo, Lagoa Seca, Mamanguape, Massaranduba, Mogeiro, Mulungu, Rio Tinto, Sousa e São João do Cariri (um caso cada). Entre estes, apenas o caso de São João do Cariri foi descartado.

A maioria dos pacientes tem entre 20 e 29 anos, com 18 registros sendo 14 em investigação, quatro descartados e um confirmado. Três casos em crianças de zero a nove anos estão em investigação, além de cinco entre pessoas de 10 a 19 anos. Entre o público de 40 a 49, são investigados sete casos. Além disso, de 30 a 39 anos e de 50 a 59 anos são investigados oito casos, quatro para cada grupo etário.

O quadro de acometimento dos pacientes não foi informado pela SES. Até a semana passada, a pasta informou que a maioria dos pacientes apresentavam sintomas leves e estavam mantidos em isolamento domiciliar com acompanhamento das vigilâncias epidemiológicas municipais, sem necessidade de internação.

As amostras de todos os pacientes foram recolhidas, enviadas ao Lacen-PB e, em seguida, para o laboratório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. O Estado aguarda o resultado dos casos que serão enviados pelo laboratório.

O primeiro caso confirmado foi de uma mulher de 22 anos que reside em João Pessoa. A mulher apresentava sintomas leves.

A Varíola dos Macacos é uma doença viral transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada, seja por gotículas, contato físico com as lesões na pele ou com o vírus instalado em alguma superfície, como toalhas e outros objetos compartilhados.

A doença recebe atenção em nível de alerta máximo, determinado pelo COE Monkeypox (Centro de Operações de Emergência), criado pelo Ministério da Saúde para monitorar o avanço da Varíola dos Macacos no Brasil. Até o momento, o país possui mais de 2.219 casos confirmados. Um óbito já foi confirmado no país em decorrência do agravamento da doença.

A SES recomenda o uso de máscaras, manter o distanciamento e higienizar as mãos sempre que possível para evitar o contágio. Para quem apresentar sintomas, o atendimento primário deverá ser realizado em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) ou Unidades Básicas de Saúde (UBS), onde também serão coletadas amostras para o diagnóstico.

Os sintomas comuns são lesões na pele, febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios (linfonodos) inchados, calafrios e exaustão.

Por Ana Flávia

TRANSCRITO DO JORNAL A UNIÃO

FOTO: DIVULGAÇÃO/OMS