O Conde não quer bate-boca, quer trabalho e desenvolvimento: basta de desaforo e valentia

Não Pode haver desperdício maior de tempo e energia do que as escaramuças travadas no Conde, envolvendo velhas e novas lideranças todas importantes para o município se deixassem de lado suas diferenças e se empenhassem em impulsionar o extraordinário potencial que a natureza doou aquela região cuja semelhança com o paraíso bíblico é notável e faz dela um presente raro de Deus para uma gente cuja soberba substituiu a humildade tão recomendada à convivência humana.

Rompantes de prepotência e arrogância dominam o discurso de quem já teria tempo suficiente para exercer serenidade como lema de vida diante de tantos atropelos e dissabores que já enfrentou onde episódios sangrentos construiu a fama de violência e truculência manipulando o trabuco e a chibata como instrumentos de persuasão que os dias de hoje já não suportam mais é só serviriam para endossar e confirmar o processo de decadência que, inexoravelmente atinge os que não sabem envelhecer com sabedoria.

Já não causa medo os rugidos de um Leão desdentado cuja juba encaneceu apesar de insistir perturbando a floresta e tumultuando a família enfurecido por não poder ficar com a fatia mais gorda da caçada eleitoral como de resto o sossego da cidade, não mais amedrontada porém sem dormir com o barulho ensurdecedor da fera insatisfeita com o prato de papa que lhe coube acostumado ao cardápio sangrento dos carnívoros.

Nessa briga sem futuro sem propósito e sem nenhum resultado que atenda aos interesses maiores do povo da terra, esses protagonistas deixam o tempo passar e ignoram os grandes problemas e os fundamentais projetos que catapultem o Conde para os patamares de desenvolvimento que o município almeja e que o projete no cenário do estado e da região Nordeste abandonando essas celeumas paroquiais e subalternas.

À margem

Imprensado entre dois polos de consolidada referência turística no cenário regional e nacional- Recife e Natal, o Conde mesmo dotado de invejável patrimônio natural, que causa admiração e inveja pela beleza incomum de sua orla, ornada de praias paradisíacas, não consegue avançar como destino sendo sempre uma breve parada para a multidão de turistas que visitam o Nordeste mas que seguem adiante como consequência de uma estrutura ainda incipiente e precária em razão de um incompreensível desprezo governamental para tanto esplendor.

Seria para alavancar esse potencial tão desprezado por sucessivas gestões, estadual e municipal, com breves intervalos de lucidez administrativa esboçada muito mais por determinação pessoal de homens públicos como Zé Maranhão que mandou construir a PB-08, que as forças políticas do município deviam se unir e brigar economizando saliva e desaforos num festival de ameaças e insultos, em espetáculos de degradação moral que dá pena e nojo.

Não interessa ao Conde quem tem mais ou menos votos: o que interessa ao Conde é saber quem está disposto pegar na rodilha é colocar o pote na cabeça para levá-lo ao poço do progresso e fazer brotar a semente do desenvolvimento há muito tempo plantada mas sem vicejar como resultado da miopia que atrofia suas lideranças, as velhas e as novas também.

O Conde que trabalho e realizações, quer progresso e desenvolvimento, quer inteligência e visão de futuro, experiência aliada a juventude para vencer o atraso e sair de mãos dadas em busca do tempo perdido.