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Mulher acusada de matar filha de 1 ano será julgada pelo júri popular em João Pessoa

A decisão da juíza Aylzia Fabiana Borges Carrilho, da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital, determinou que Eliane Nunes da Silva, 27 anos, enfrentará um julgamento popular por ter sido acusada de assassinar a própria filha de 1 ano em João Pessoa.

A juíza pronunciou a ré por homicídio qualificado, considerando o crime cometido por motivo torpe e com emprego de meio cruel, o que dificultou a defesa da vítima. No entanto, ainda não foi definida a data, horário e local para o julgamento.

O Ministério Público da Paraíba solicitou a pronúncia da ré, argumentando que existem provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria. Por sua vez, o advogado de defesa de Eliane Nunes, Jardiel Oliveira, alegou insuficiência de provas de autoria e solicitou a exclusão da qualificadora do motivo torpe, além da liberdade provisória da acusada. No entanto, a juíza considerou a materialidade do homicídio comprovada por laudos e depoimentos das testemunhas.

Além disso, a decisão manteve a prisão preventiva da ré, devido às provas da existência do crime e aos indícios que apontam Eliane como autora do homicídio.

Relembrando o caso, Eliane Nunes foi presa em 26 de outubro de 2023, sob suspeita de ter assassinado a própria filha de um ano. O crime ocorreu em um condomínio no bairro do Novo Geisel, em João Pessoa.

Segundo o delegado Bruno Germano, Eliane se apresentou voluntariamente na Central de Polícia e confessou que, após uma discussão com o pai da criança, que ameaçava entrar na justiça pela guarda da criança após o processo de separação, ela surtou e esfaqueou a filha, que morreu no local.

O pai da criança não estava presente durante o crime. Ele relatou que, durante a discussão, anunciou a separação e solicitou a guarda compartilhada, o que teria enfurecido Eliane. A mãe da criança temia que a família do pai tentasse tirar a guarda da criança dela.

O corpo da criança foi encontrado num berço. Apesar da confissão da mãe, a Polícia Civil continuará investigando o caso.

Eliane foi autuada por crime de infanticídio, considerado crime hediondo, e pode ser condenada a até 30 anos de prisão.

Fonte: Portal Correio

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