Manifestações contra o isolamento social recebe advertência severa e medidas restritivas revelam-se acertadas; MPF, MPE e MPT divulgam nota sobre pandemia

Depois da advertência severa e quase dramática do médico Ítalo Kumamoto sobre a iminência do colapso na rede hospitalar do Estado, incluídos leitos públicos e privados, vem agora ao conhecimento da sociedade um documento conjunto das autoridades que estão na linha de frente do combate ao coronavírus, subscrito por órgãos da idoneidade dos Ministérios Públicos, Federal, Estadual e do Trabalho, reforçando as declarações do médico sobre o esgotamento da rede hospitalar.

A ousadia de aventureiros bateu à porta do Governo

É possível que esse documento sobre uma realidade que as medidas sanitárias previram há tanto tempo desencoraje os incitadores à desobediência civil de continuarem promovendo manifestações de protestos contra o isolamento social.

Os números estarrecedores do contágio expressam a realidade trágica que se avizinha do estado caso esses agitadores, pescadores de águas turvas, prossigam na criminosa atividade de desafiar as medidas sanitárias, colocando em risco a vida de incautos trabalhadores, espremidos entre a necessidade do salário e a preservação da saúde.

Praticamente já não há mais leitos na rede hospital do Estado

A situação agravou-se, e mesmo as severas restrições impostas não atingiram os objetivos, já que esses incitadores criminosos inocularam informações falsas nas redes sociais, como também em outros recantos onde predominam a obtusidade e a cobiça.

Eles se deleitaram em pregar mentiras e diluir o ódio contra as medidas corretamente tomadas pelo Governo que, por influência dessas forças deletérias, gerou um caldeirão de controvérsias, onde e quando protestos criminosos foram bater às portas das autoridades numa afronta que já requer providencias legais, para reprimir e conter esses acintes.

O isolamento social não vem sendo cumprido à risca

Uma das expressões mais genuínas dessas manifestações equivocadas ocorreu esta semana quando pequenas empresas da construção civil, que sequer são filiadas aos sindicatos representativos da categoria, quase clandestinas, promoveram uma carreata que esbarrou nas portas da Granja Santana conduzida por oportunistas e aventureiros a rondarem o desespero e a necessidade alheios, para se promoverem e também garantir os lucros de reputados agiotas.

O documento abaixo é uma peça de chamamento ao bom senso, mas também uma rigorosa advertência para quem deseja tocar fogo no mar à procura de comer peixe assado.

Documento:

O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO, O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA PARAÍBA, O HOSPITAL UNIMED JOÃO PESSOA, O HOSPITAL MEMORIAL SÃO FRANCISCO, O HOSPITAL NOSSA SENHORA DAS NEVES, A SECRETARIA DE SAÚDE DE ESTADO DA PARAÍBA E A SECRETARIA DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE JOÃO PESSOA vêm a público manifestar preocupação com o avanço da pandemia do Covid-19 no Estado da Paraíba, notadamente na região metropolitana de João Pessoa, e com o progressivo esgotamento da capacidade da rede hospitalar pública e privada dedicada ao tratamento da doença, alertando a população local para a necessidade de se respeitar estritamente as medidas de contenção de propagação do novo coronavírus recomendadas pela comunidade científica nacional e internacional e adotadas pelo Estado da Paraíba e seus Municípios, os quais seguem as diretrizes preconizadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e promovem o isolamento horizontal. O momento é grave e exige serenidade e solidariedade por parte dos gestores das várias esferas de governo e da iniciativa privada, para salvaguardar a estrutura hospitalar mínima necessária ao acolhimento dos pacientes acometidos da doença, a qual pode ser comprometida rapidamente caso haja relaxamento dos níveis de adesão às medidas restritivas sanitárias atualmente em vigor. Em meio aos desafios e hipóteses que ainda cercam a pandemia de Covid-19, está claro que o isolamento social rigoroso é a ação mais eficaz para evitar a rápida disseminação da doença e o consequente colapso do sistema de saúde, tanto da rede pública quanto da rede privada. A seguir constam as taxas de ocupação de leitos destinados ao atendimento de pacientes adultos infectados pelo Covid-19 das redes pública e privada para uma compreensão mais ampla da gravidade da situação em referência:

Esse tipo de manifestação abaixo não contribui em nada e serve apenas a interesses localizados e subalternos, revestidos de hipocrisia e ganância.