João revoga MP293 e preserva sua autoridade de governador; agora só falta acionar a caneta azul para exonerar o autor

FULMINANTE

 

João desmonta esquema de privilégios na PM

Não podia ter sido mais fulminante a decisão do governador João Azevedo ao revogar a MP 293, que tanta polêmica e alarido causou dentro dos quartéis, unindo praças e oficiais, em um brado só contra uma medida interpretada pela imensa maioria dos militares estaduais como danosa aos interesses da corporação por embutir em seu bojo a intenção de arrolhar as promoções com o objetivo de preservar  e congelar privilégios de uma pequena fração de oficiais, cujo tempo de permanência na ativa já se esgotou faz tempo, e são mantidos apenas pela manipulação cavilosa de superiores, que incorreriam em crime de responsabilidade ao não enviá-los para a reserva como determina a legislação em vigor.

De uma canetada só,  atendendo ao clamor de indignação que saiu do meio da tropa, com mais intensidade dentro das entidades representativas da categoria de militares estaduais, como o Clube dos Oficiais e a Associação de Cabos e Sargentos, o governador João Azevedo pôs fim a um ciclo de mutretas que ainda vigorava na gestão como resquícios de um passado tenebroso, cuja influência ainda se fazia sentir em manobras desse quilate da MP 293, onde interesses sórdidos não respeitavam os limites da decência e da probidade muito menos a autoridade do Governador levado maliciosamente ao erro por subalternos que já deviam estar envergando o pijama há décadas.

João revoga MP dos coronéis

O governador João Azevedo com  a edição da MP 294, publicada no Diário Oficial de hoje, demonstra, não apenas aos militares estaduais, mas também a sociedade paraibana, que o tempo das artimanhas, das fraudes, da malícia, da astúcia e dos sofismas passou e que as “jabuticabas” não serão mais inseridas sorrateiramente e que os princípios de moralidade e de equidade serão mantidos e respeitados, principalmente nos casos em que sua autoridade seja comprometida como foi no lamentável episódio da MP293, onde uma ação solerte o levou a um gesto de injustiça e desrespeito aos interesse maiores de uma instituição secular, cujo papel é relevante na estrutura do Estado pelos indispensáveis e valorosos serviços prestados, devendo ser comandada com respeitabilidade e plena consciência do dever e nunca ser atrelada aos mais espúrios interesses pessoais ou de grupos.

Francisco pediu, Joao atendeu

Com esse gesto de reconhecida grandeza, ao corrigir um erro involuntário e equivocado ao qual foi induzido pelos instintos patogênicos de figuras sedentas de poder e movidas apenas pelas ambições pessoais, cuja trajetória os identifica com a criminalidade desbaratada, João desata as ultimas amarras de um passado nebuloso, que já devia ter sido amputado, e confirma sua intenção de caminhar em boa companhia, jogando na latrina aquilo que não pode frequentar a salubridade dos ambientes oficiais.

Ao editar a MP 294, o governador João Azevedo reafirma sua índole reconhecidamente proba e dá um passo para se afastar do que existe de mais nebuloso ainda em atividade no Estado e sinaliza para mudanças que já se fazem urgentes e que contribuiriam para abortar ações como essa da MP293, urdida por mentes doentias, cuja vocação para o engodo seria genética como insinuam as muitas reminiscências que inundam a memória da caserna.

Palmas para o Governador e que a caneta volte a funcionar desta vez para varrer o lixo que se acumula nas dependências do Comando Geral da mais antiga instituição do Estado.