Funcionários dos Correios ameaçam greve a partir desta quinta-feira

Os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos ameaçam deflagrar greve geral a partir de quinta-feira, em todo o país. O sindicato da categoria na Paraíba fará assembleia geral amanhã (31) para deliberar sobre a greve.

Os trabalhadores estão em campanha salarial e tentaram negociar com a direção da empresa. A principal reivindicação econômica é a reposição salarial e dos benefícios integrais no valor acumulado da inflação do período 01/08/21 a 31/07/22, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

“Reivindicamos a reposição do índice sobre os salários das referências salarias integrantes das Tabelas Salariais dos Níveis médio e superior. A proposta que a ECT apresentou, oferece um reajuste abaixo da inflação do período e a retirada de ainda mais direitos do atual acordo coletivo de trabalho. O Tribunal Superior do Trabalho entrou nas negociações na tentativa de mediar uma construção de acordo para a categoria. Na última quintafeira (25/08), a FENTECT foi notificada pelo TST no Processo de Mediação Pré-Processual – PMPP, para tratativas de tentativa de negociações coletivas da campanha salarial 2022/2023. O processo conta com uma proposta de tentativa de conciliação formulada pelo Ministro Ives Gandra Martins Filho, proposta essa que não beneficia os trabalhadores e que mesmo assim não foi aceita pela ECT. A resposta da Empresa exclui dois pontos da proposta: PLR 2021 – PLR 2022 e a questão da liberação de Dirigentes Sindicais”, diz nota do sindicato.

A nota continua: “Nos últimos foram retiradas 50 das 79 cláusulas; nas férias perdemos o vale refeição e os 70%; perdemos o vale peru e o vale cultura. Nossos pais, filhos,
maridos e esposas foram retirados do plano de saúde e nos impuseram uma mensalidade como uma forma de nos expulsar dele; durante a pandemia nos expuseram a perigos de contaminação, negando o quanto puderam equipamentos de proteção e vários dos nossos colegas morreram. Ressuscitam processos administrativos nos ameaçando com demissão e demitem nossos colegas concursados, os distritos dobraram de tamanho, a sobrecarga de trabalho triplicou e nossos equipamentos estão sucateados. Esses fatores somados geram uma demora na entrega das correspondências e muitas vezes somos hostilizados pelos clientes que nos acusam e nos responsabilizam por essa demora”.