Falência do policiamento ostensivo e preventivo estimula a ousadia dos bandidos na capital; cidade abandonada e desprotegida

Paralelo ao cenário trágico produzido pela pandemia outro tão grave se desenrola sem despertar a atenção geral que é o completo abandono da Segurança Pública no que diz respeito ao policiamento ostensivo e preventivo totalmente desaparelhado e dando sobejas demonstrações de absoluta falta de planejamento e de comando.

Pela omissão das forças responsáveis por esse policiamento, que devia estar nas ruas, para prevenir e coibir as ações da criminalidade, os índices de violência dispararam de forma descontrolada e sem apresentar perspectivas de redução.

Enquanto isso a bandinha acalanta o sono dos ricos e poderosos

O que as imagens do vídeo, que publicamos abaixo, revela pode-se formar uma ideia da tranquilidade com que os bandidos agem na capital paraibana, sem receio nenhum de qualquer revide ou ação de combate que os impeça de danificar e assaltar o patrimônio privado, cujos índices de violação atingiram o máximo do suportável e tolerável mesmo para uma cidade afundada no medo e no desespero provocado pela pandemia.

Cidade sem Lei

O estabelecimento que está sendo demolido e assaltado fica no Valentina Figueiredo próximo ao parque Cowboy mais próximo ainda do 5º Batalhão de Polícia Militar, o segundo maior da capital e responsável pela segurança da zona Sul da cidade, onde fica localizado o maior bairro da capital, o Conjunto Tarcísio de Miranda Burity popularmente conhecido como Mangabeira.

Prédio do INSS localizado por detrás do Batalhão Motorizado foi arrombado na madrugada

A exibição de ousadia dos marginais e a tranquilidade com que destroem o patrimônio privado localizado bem próximo ao batalhão de policia militar intriga e estarrece porque evidencia que alguma coisa está errada nesse aparelho de Segurança e algo não responde as necessidades da população, exigindo intervenção governamental para recolocar as coisas nos eixos.

O navio afundando e a bandinha não cessa de tocar

Ainda na sexta-feira passada um comandante de Batalhão entregou o comando insinuando interferências no seu trabalho, inaceitáveis, e que, por isso, declinava do convite para comandar uma unidade onde as mortes explodiam nas ruas como bombinhas de São João e deixa nas entrelinhas que não teria os meios necessários para impor a ordem e a segurança na área sob sua responsabilidade e mais: que a receita que estavam prescrevendo não seria fácil de engolir.

Cavalo de troia

Os homicídios e os ataques ao patrimônio desandaram e a alternativa encontrada para reduzir esse pandemônio teria sido impedir a divulgação dos números, comprometedores e arrasadores, que confirmariam o descalabro instalado no policiamento preventivo e ostensivo.

Essa estratégia solerte estaria sendo implantada pelo Comando da Policia Militar com a indispensável ajuda do secretário executivo da Segurança Pública, um coronel da corporação plantado para dar suporte aos interesses do comandante geral na pasta.

O que o Governador parece não ter atentado ainda é que herdou um aparelho policial aparelhado para servir a um esquema que tinha outros objetivos, que não se coadunavam com os interesses da população e que, toda aparente eficiência era resultado de uma gigantesca operação publicitária para produzir efeitos especiais, aqueles tão em uso nos estúdios cinematográficos.

A ousadia dos bandidos desmonta esse cenário de contos de fada ao agirem como agiram por detrás do batalhão Motorizado espalhafatosamente inaugurado na Epitácio Pessoa para reduzir os crimes patrimoniais; e numa madrugada da semana passada, ao destruírem um posto de combustível no Valentina Figueiredo, nas barbas do 5º Batalhão, sem serem incomodados muito menos repelidos, demonstrando que o tempo das matinês já passou.

Com a palavra o Secretário de Segurança Pública e o Governador do Estado em quem a tropa confia e respeita.