Delação de Donato Bruno coloca no olho do furacão coronel da PM

Agora tem nome e endereço a denúncia arrasadora que o delator Bruno Donato, ex-assessor jurídico da Secretaria de Saúde do Governo de Ricardo Coutinho, fez acusando o atual Chefe da Casa Militar do Governo, coronel Anderson Pessoa, de ser uma das peças do esquema de espionagem montado no período sombrio do PSB pelas forças mais tenebrosas da Segurança Pública, cuja identidade relutava ser apontada, mas que agora com a delação de Bruno começa emergir das trevas, os perfis dos responsáveis por essa teia de chantagem que parece ter encoberto outros crimes, além da vergonhosa sujeição dos poderes, impotentes para conter e desfazer essa estrutura que ofendia a dignidade do estado democrático de direito com a invasão da privacidade alheia.

Coronel homenageando parceiros

Por anos, e enfrentando todo tipo de retaliação, o Jampanews dedicou-se apontar essa estrutura que se amoitou por detrás de um defunto para por uma pá de terra nas evidências de que, uma organização paralela agia dentro do estado monitorando pessoas, entidades e instituições.

Um coronel morto serviu de trincheira e de sua cova assumia a responsabilidade sozinho de escoltar o dinheiro desviado pelo bando, o que era racionalmente impossível haja vista a multiplicidade de ações exigidas para garantir o transporte do dinheiro roubado ao povo.

Um homem só não tinha condições de mover o esquema de escolta e seria preciso evidentemente que tivesse apoio para corresponder a confiança e as necessidades da organização criminosa, o que fica demonstrado com as denúncias de Bruno Donato.

Não apenas se escoltava o dinheiro roubado como também se abasteciam de recursos e equipamentos para invadir a privacidade alheia numa ação criminosa de violação de princípios constitucionais tipificados como sagrados na Carta Magna.

Por toda delação fica explicito a participação ativa do coronel Anderson, então capitão, e que nesse posto não poderia ter autonomia de voo e com certeza seria instruído por superiores, até agora ainda não identificados, mas que, pelas ramificações, teria endereço num prédio histórico no centro da capital.

Essas ações de espionagem não tinham limites e o próprio Governo teria sido alvo desse trabalho abjeto e covarde onde nem mesmo o Secretário de Segurança foi poupado muito menos o governador já que há relatórios confidenciais relatando esse trabalho nebuloso, onde segredos foram amealhados para servirem de munição a chantagem e talvez a extorsão.

Tudo isso já havia sido denunciado pelo Gaeco em investigações passadas e a demora e a relutância para chegar aos autores um mistério que começa ser desvendado agora com a delação de Bruno Donato.

A identificação do coronel Anderson – uma trajetória de sucesso nos meios militares que intriga de tão meteórica – pode arrastar o fio do novelo para outras áreas sombrias do Governo e pequenas ratazanas, escondidas nos esgotos desse mundo de violência, desrespeito e ignomínias, surgirem em toda plenitude de sua mesquinhez e subserviência.

Outra nulidade que foi catapultada do meio da tropa para os braços de superiores também vistos como tentáculos e cabeças desse monstro de violações, pode revelar o conteúdo de muitas ações tenebrosas que incluíam ameaças veladas a jornalistas, invasão de residências sem mandados judiciais, violação de celulares e computadores, enfim, uma parafernália de crimes que as agências de espionagem do mundo inteiro são peritas em realizar e que veio para o estado trazidas por essa gente sem pudor e sem escrúpulos.

Eles são pernambucanos e sintonizados e foram beneficiados com promoções suspeitíssimas e descabidas num espaço de tempo tão curto que só a participação nesse esquema criminoso poderia justificar.

O ainda anônimo estaria sentado à direita do todo poderoso e seria o instrumento de perseguição e violação dos direitos constitucionais. De tão conhecedor desse mundo tenebroso e com a Justiça se aproximando célere desse covil tudo pode lhe acontecer e teria que andar cautelosamente receando passar até por debaixo de escadas para não se tornar um arquivo morto.

Atenção espiões, o Gaeco está chegando

DELAÇÃO

Waldson teria me pedido para ver junto com Capitão (no tempo) Anderson Pessoa62, uma estrutura para funcionar como um QG DA INTELIGÊNCIA E DE CONTRA INTELIGÊNCIA, seria para investigar os adversários da campanha e também seguir os passos da primeira dama do Estado Pamela Bório, pois ela e Ricardo viviam brigando. Eu não tinha acesso o que eles estariam investigando, não tinha contato com essas pessoas que trabalhavam no QG,
até mesmo para não me expor, o meu contato era Anderson. As coisas que eu sabia era quando Anderson pedia um dinheiro extra, fora do normal, por exemplo: uma vez Pamela avisou a Ricardo que iria viajar para São Paulo isso aconteceu de uma hora para outra, e que Pamela tinha dito também que não queria companhia de nenhum segurança, isto aconteceu no meio da campanha, ai tive que pagar as passagens, hospedagem e a alimentação das pessoas iriam seguir Pamela, com relação as passagens não tive acesso aos nomes das pessoas, pois Anderson
disse que Pamela teria decidido de ultima hora em fazer essa viagem e que ele teria comprado as passagens das pessoas através do seu cartão de crédito.