Com uma Segurança lotada de agentes ligados a RC, Governo esgota a paciência das entidades e estado paga o preço da embromação

Como já era previsto pelos mais realistas e tarimbados o Governo não atendeu as aspirações dos servidores da Segurança Pública, enleados por figuras tradicionalmente ligadas ao Poder e que só ao Poder rendem homenagens – e até servidão – desde que, não percam os cargos e os robustos vencimentos aos quais estão agarrados obcecadamente e nem o repúdio dos que o cercam é capaz de constrangê-los tal o grau de dissolução moral que atingiram nesses anos todos de intensa e estreita relação com chefes que hoje ostentam com orgulho, vistosas tornozeleiras eletrônicas.

Segundo eles, a luta continua hoje às 9 horas diante da Granja Santana

Não poderia terminar bem – e nunca termina – o que começa errado e essa é a realidade da atual gestão ainda convivendo e submetida ao que existe de mais tenebroso na organização criminosa, cujos chefes não podem sair às ruas a não ser portando as famosas tornozeleiras.

E isso ficou comprovado na arrastada e inconsequente negociação, cujos limites da tolerância e da boa vontade foram esgotados acintosamente por uma das partes, que manobrou até exaurir e relativamente desgastar as lideranças das entidades.

O Governo se deixou conduzir e orientar pelas aves de agouro que se mantêm nos cargos de forma obstinada e até então misteriosa diante do poder avassalador que revelam ao não se deixarem atingir nem contaminar pelas evidências criminosas que as investigações levantaram e que para elas apontam de forma devastadora.

Foram meses de conversa fiada com o Governo orientado cavilosamente

Essas criaturas sinistras e cada vez mais influentes e ameaçadoras se tornaram mais sinistra e mais ameaçadoras ainda depois que os chefões, em manobra espetacular nos escalões mais altos da Justiça, ganharam a Liberdade.

Mesmo diante de tudo que as comprometem e as relacionam aos atos criminosos, praticados pelos chefões, permanecem soltas e ilibadas, protegidas pelo silêncio conivente de integrantes dos poderes, não se sabe se chantageados ou cumpliciados.

Com todo esse prontuário ainda sentam a mesa das negociações para empenharem-se naquele exercício a que estão acostumadas de acender velas a Deus e ao Diabo, como foi publicamente denunciado e repudiado pelos manifestantes, em cerco a residência oficial do governador, quando botaram literalmente para correr e recuar esses sacos de lixo.

Não pode haver seriedade e boas intenções em mesas de negociações quando se envolvem e permitem a presença de agentes públicos tão desmoralizados e cujo repúdio por eles já tomou conta de todos.

O Governo peca por não enxergar esse descrédito e por resistir não perceber que passou o tempo de certas figuras tão comprometidas com a gestão passada que, caso as investigações tivessem sido mais CATEGÓRICAS, estariam provavelmente recolhidas às celas, porque público e notório seu relacionamento íntimo com o crime organizado.

O que começa torto termina torto e, mais uma vez, confirma-se esse ditado. Quase 10 anos de negociação e não se avançou nem se chegou a um acordo e muito disso se deve a essas presenças indesejadas repudiadas pelo elevado descrédito moral e pelo inegável envolvimento com organizações criminosas.

Fórum da Segurança rejeita proposta do Governo; assista

Terminou por volta das 20h30 a reunião de representantes do Fórum das Entidades das Polícias Civil, Militar e do Corpo de Bombeiros da Paraíba e do Governo do Estado na Secretaria de Segurança e Defesa Social. O resultado foi a rejeição das entidades de policiais à proposta feita pelo Governo. Como resultado dessa recusa, os policiais vão manter a vigília que estão realizando na Praça dos Três Poderes, sairão dos plantões extras e devem comparecer à audiência de conciliação convocada pelo desembargador Leandro dos Santos para o próximo dia 26 de fevereiro, as 9h, na sede do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba. Uma assembleia será convocada para que a categoria se pronuncie sobre a proposta do Governo que foi a mesma apresentada no último dia 5.

“A contraproposta apresentada hoje nada mais é que aquela que foi apresentada no dia 5 de fevereiro. É um verdadeiro absurdo”, disse o presidente da Associação dos Delegados da Paraíba, Stepherson Nogueira.

A greve defendida pelo Fórum foi considerada ilegal pelo desembargador Leandro dos Santos,