Soldo do comandante geral da PM repercute nas redes sociais como insulto ao que recebem os companheiros de farda

Para uma corporação que vem enfrentando sérios problemas salariais notadamente os inativos, aqueles que alcançam o fim da carreira em completo abandono, já que perdem 40% de seus vencimentos, ter sentado à mesa de negociação alguém com soldos que extrapolam os R$ 50 mil reais soa como deboche e humilhação, o que não é entendido pelo Governo do Estado.

Euler é a prova fardada da união entre as duas gestões

Não apenas o soldo do comandante geral da Polícia Militar é uma provocação aos demais companheiros de farda verdadeiramente abnegados como gosta de postar nas suas páginas sociais, o impassível coronel indiferente aos insultos e aos escândalos que lhe cercam, como sua presença tem cheiro e sabor de humilhação para quem desprende tanta abnegação em nome de uma causa que não lhe afeta nem comove haja vista sua dubiedade ao se colocar na mesa como representante do Governo que fustiga, oprime e despreza essa abnegação tão decantada pelo fariseu fardado. .

Companheiros de farda se sentem ultrajados com os vencimentos do comandante

Muito pelo contrário o que se vê nesse longo tempo de devoção a quem quer que esteja no poder são posturas de cavilações e embustes na tentativa de destruir toda e qualquer resistência que se oponha aos ditames dos poderosos a quem serve com verdadeira abnegação.

De tanto tempo no cargo perdeu a noção do que seja institucionalidade e trata a instituição como se coisa própria voltada para servir seus interesses e ao grupo de apaniguados que lhe fazem a corte recorrendo a chicanas jurídicas que possam distorcer leis, regimentos, requerimentos, boletins e tudo mais que se adeque aos seus mais desvairados propósitos como tem sido exaustivamente denunciado a uma Justiça, que não demonstra o menor interesse em enquadra-lo, cercada de gentilezas, favores e agrados que a gigantesca estrutura da corporação pode oferecer a partir de batalhão de servidores à disposição e que manipula ao sabor de suas conveniências comprovadamente pouco republicanas, cujos efeitos nefastos devem recrudescer a partir da soltura de velhos e queridos companheiros ainda que os mesmos, contemplados com incômodas tornozeleiras.

Eles controlam as forças policiais que Euler comanda mas isso não constrange João

A presença por oito anos consecutivos dessa criatura soturna e dissimulada auxiliando uma organização criminosa que, segundo o Gaeco capturou o Estado – e que se desfaz aos arrancos das investigações -, não se explica nem se justifica, agravada pelo silêncio conivente de quem devia pedir e exigir explicações, porém, inertes e apáticos diante de tantas constatações de suas intrincadas relações com esse mundo sombrio, que resiste e persiste nas sombras de forma inabalável, afrontando a tudo e a todos com uma ousadia e insolência que estarrece a opinião pública ainda capaz de se indignar.

Pelos insultos dos próprios companheiros, pelos impropérios dos revoltados, pelo clamor dos indignados se ainda houver qualquer resquício de decência na gestão de João Azevedo, esse senhor não pode permanecer comandado uma instituição de tantas tradições, por tudo o que pesa contra ele nos tribunais, por suas intrincadas relações com a organização criminosa, que serviu com extremada lealdade e gratidão, e por suas atitudes, nada republicanas, que o remete a atividades de espionagem sobejamente comprovadas em episódios que inundaram o noticiário e que nunca foram devidamente esclarecidos blindados pelo silêncio que suas artimanhas constroem para preservar sua capa de hipocrisia.